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Foto mostra destruição causado por bombardeios em Juret al-Shayyah, bairro de Homs, na Síria | AFP PHOTO/HO
Foto mostra destruição causado por bombardeios em Juret al-Shayyah, bairro de Homs, na Síria| Foto: AFP PHOTO/HO
  • Nuvens de fumaça negra tomam conta da cidade velha de Homs

Forças do governo sírio bombardearam nesta segunda-feira redutos rebeldes nas cidades de Homs e Damasco apesar dos pedidos de ajuda da oposição e da advertência da Organização das Nações Unidas (ONU) de que tais ataques representam crimes contra a humanidade.

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, vai se reunir com seu colega russo, Vladimir Putin, durante a Cúpula do G-20 para discutir as divergências entre os dois países sobre o conflito na Síria.

"Os bombardeios e disparos foram retomados na cidade de Homs e explosões foram ouvidas no bairro de Khaldiyeh", informou o Observatório Sírio pelos Direitos Humanos, grupo sediado em Londres, que também relatou a morte de pelos menos 19 pessoas em todo o território sírio nesta segunda-feira.

Segundo o grupo, no domingo, houve ataques do governo do presidente Bashar Assad contra a cidade velha de Homs e das cidades remotas de Rastan e Talbisseh. O Observatório afirmou que cerca de 1.000 famílias estão impedidas de deixar a região.

A situação em Rastan é particularmente problemática e a maioria dos moradores fugiu para vilas próximas, disse no domingo o ativista Nidal al-Hakim told à agência France Presse, pelo Skype.

Muitas pessoas estão "gravemente" feridas e há falta de medicamentos. Além disso, as autoridades cortaram o fornecimento de água e eletricidade para a cidade sitiada", informou Hakim.

Um vídeo publicado no YouTube no domingo mostra nuvens de fumaça negra sobre os prédios da cidade velha de Homs. Outro vídeo mostra grande destruição e ruas desertas no bairro de Jourat al-Shiah, também em Homs. A autenticidade dos vídeos não pode ser comprovada.

Homs abriga vários redutos rebeldes e tem estado sob ataque intermitente do regime desde que o distrito de Baba Amr foi duramente massacrado por um mês, antes de ser retomado por forças do governo em março.

A alta comissária da ONU para os Direitos Humanos, Navi Pillay, exigiu nesta segunda-feira a imediata interrupção de bombardeios em áreas povoadas e advertiu que a violência corresponde a crimes contra a humanidade.

"O governo da Síria deve interromper imediatamente o uso de armamentos pesados e o bombardeio de áreas povoadas, já que tais ações correspondem a crimes contra a humanidade e possíveis crimes de guerra", disse ela perante o Conselho de Direitos Humanos, em Genebra. As informações são da Dow Jones.

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