Bagdá (Folhapress) – Mais de 800 iraquianos – entre civis e membros das forças de segurança – morrem ao mês no país, revelou um relatório do Ministério do Interior iraquiano, que abrange o período entre agosto de 2004 e maio deste ano, informou ontem o jornal The New York Times. O país ainda lamenta a morte de mais de 20 crianças pela explosão de um carro-bomba, anteontem, em Bagdá. Um único atentado matou 170 pessoas em março de 2004.

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Obter o número de civis mortos no Iraque não é uma tarefa fácil, em parte porque eles não são compilados sistematicamente. Por alguns meses após a invasão do país pela coalizão americana, em março de 2003, o Ministério iraquiano da Saúde divulgava contagens diárias. Com o aumento de ataques e operações militares – e, conseqüentemente, de mortos – a contagem parou. No ano passado, o Ministério iraquiano do Interior se responsabilizou por fazer a contagem.

De acordo com o New York Times, o ministério iraquiano informou que 8.175 iraquianos foram mortos pelos insurgentes no período de dez meses entre agosto e maio passados. O governo não divulgou informações sobre o número de mortos antes desse período, e também não incluiu as pessoas mortas em operações militares realizadas pelo Exército americano.

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Em junho passado, o ministro do Interior, Bayan Jabr, informou que os insurgentes mataram 12 mil iraquianos desde a invasão do país pela coalizão americana, em março de 2003, ou cerca de 500 pessoas ao mês. Na segunda-feira, o Instituto Superior de Estudos Internacionais da Universidade de Genebra , divulgou um estudo afirmando que cerca de 39 mil iraquianos foram mortos em combates, ataques da insurgência ou atentados no mesmo período citado pelo ministério.

O New York Times afirma que o número de civis mortos no Iraque é "um assunto delicado", gerando controvérsias entre o gabinete do presidente americano, George W. Bush, e o Pentágono (comando militar americano). Para o jornal, as autoridades americanas "deliberadamente evitam fazer contagem de corpos (de civis iraquianos mortos) para privarem os críticos de um importante argumento contra a guerra".