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Pelo menos 86 pessoas morreram e 263 ficaram feridas em uma série de atentados à bomba e outros ataques ontem em Bagdá, informaram a polícia e fontes médicas. O episódio amplia a pior onda de violência no Iraque nos últimos cinco anos.

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As bombas foram colocadas em carros ou acionadas em ataques suicidas. Entre os alvos estavam estacionamentos, mercados ao ar livre e restaurantes em bairros predominantemente xiitas de Bagdá, segundo autoridades. Um comboio militar também foi atingido ao sul da capital.

O bairro de Kadhimiyah, que abriga um conhecido santuário xiita, foi o mais atingido. Duas bombas explodiram em um estacionamento e, em seguida, um carro-bomba foi acionado, ferindo várias pessoas que se reuniam no local.

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Em um dos piores incidentes, um carro-bomba matou sete pessoas em Jisr Diyala, no sudeste de Bagdá. Um dono de restaurante em Sadr City, um distrito de maioria xiita, descreveu como um militante detonou um carro-bomba. "Um homem estacionou seu carro em frente ao restaurante. Ele tomou café da manhã e bebeu seu chá. [Então] ouvi uma enorme explosão, quando estava dentro da cozinha", disse o proprietário.

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Nenhum grupo reivindicou imediatamente a responsabilidade pelos ataques, contudo os incidentes traziam marcas do braço iraquiano da Al-Qaeda. O grupo frequentemente tem xiitas como alvos, pois são considerados pelos rebeldes como hereges, e emprega atentados coordenados em uma tentativa de incitar a luta sectária.

Insurgentes muçulmanos sunitas e o Estado Islâmico do Iraque, filiado à Al-Qaeda, aumentaram significativamente os ataques neste ano. Mais de mil iraquianos foram mortos em julho, a maior taxa mensal de mortes desde 2008, de acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU).

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