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A notícia até parece uma pegadinha de 1º de abril, mas aconteceu em dezembro, e só foi revelada na noite da última segunda-feira. Um cabo britânico de 20 anos, cuja identidade não foi revelada, matou seis membros do Talibã com um tiro disparado a 850 metros de distância. O disparo atingiu o colete de um homem-bomba, detonando os explosivos que ele carregava junto ao corpo, e matando outras cinco pessoas que estavam ao seu lado.

"O alvo foi identificado pelo atirador, após sair de um buraco. Ele vestia um xale que escondia uma metralhadora", conta o tenente-coronel Richard Slack, que comandou a operação. "Após o disparo houve um período de silêncio nas comunicações, até que o cabo disse ter atingido o que achava ser um homem-bomba".

O incidente aconteceu em Kakaran, na província de Helmand, no Sul do Afeganistão, durante um combate das forças de coalizão com um grupo de cerca de 20 insurgentes. O autor do disparo explosivo teria usado um rifle L115A3, a arma mais poderosa utilizada pelas forças britânicas no país. A mesma arma já tinha sido usada pelo mesmo cabo em seu primeiro dia de campanha no Afeganistão, quando ele atingiu um inimigo a mais de 1.300 metros. Ao lado dos talibãs mortos, teria sido encontrado um segundo colete, com 20 quilos de explosivos.

As revelações sobre o incidente surgem no momento em que os soldados do Reino Unido se preparam para deixar a província que, no auge da guerra contra o Talibã, chegou a abrigar 137 bases militares das forças de coalizão.

"Sou um otimista", conta o capitão Ed Challis. "Muita coisa mudou para melhor. Seria uma tolice achar que poderíamos transformar cem anos de cultura em tão pouco tempo, mas a situação hoje é melhor, e eu acredito que os afegãos conseguirão progredir".

O tenente Slack sente que as forças da coalizão cumpriram seu papel no país.

"O preço foi muito alto para o exército, em em especial para as famílias dos quase 450 soldados mortos. Sabemos bem disso. Terminarei meu trabalho no Afeganistão sabendo que muitos companheiros não voltarão para casa. Mas quando vejo o modo como as forças de segurança afegãs se desenvolveram, tenho a certeza de que tudo valeu a pena".

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