
Ouça este conteúdo
Um ativista do Tibete, região controlada pela China e que mantém reivindicação por independência, morreu nesta quinta-feira (2) após atear fogo a si mesmo em frente à sede principal da ONU, em Nova York.
Segundo informações da emissora CNN, o ativista segurava uma bandeira do Tibete e dois homens munidos de extintores de incêndio chegaram a apagar as chamas, mas o manifestante de 52 anos morreu devido às queimaduras logo após ser hospitalizado.
O governo tibetano no exílio e ativistas identificaram o homem como Lobga Rangzen, também conhecido como Lobsang Palden.
Um vídeo transmitido ao vivo por uma conta no Facebook com o nome do ativista mostrou o protesto suicida. Outro vídeo, publicado no mesmo perfil, mostra o ativista conclamando os tibetanos a trabalharem juntos pela “independência do Tibete” e a “nunca esquecerem” sua herança e identidade e acusando o regime chinês de criar políticas “destinadas a destruir a identidade, a cultura e a língua tibetanas”.
Na quarta-feira (1º), a chamada Lei da Promoção da Unidade Étnica e do Progresso entrou em vigor na China. A norma proíbe atos que “minem a unidade étnica ou criem divisões étnicas” no país, regra que causa receio devido ao já vasto histórico de perseguição da ditadura comunista chinesa a minorias como os uigures da região de Xinjiang e os tibetanos.







