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Estados Unidos

Bannon chama reeleição de Lula de “roubo” e pede para Trump cortar relações e comércio com Brasil

Aliado dos Bolsonaro, ex-assessor de Trump disse que o governo Lula é “ilegítimo” e “globalista marxista” (Foto: Lenin Nolly/EFE)

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O estrategista político Steve Bannon, assessor no primeiro mandato de Donald Trump, pediu para o presidente americano cortar relações diplomáticas e comerciais com o Brasil devido à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

No seu programa “War Room”, da emissora Real America’s Voice, Bannon chamou nesta segunda-feira (26) o segundo turno da eleição brasileira de “roubo”.

“O secretário de Estado [Marco Rubio] precisa se manifestar agora. Os Bolsonaro deram permissão e a base para isso. Eles apresentaram os cálculos. Flávio, o candidato, disse: ‘Não vamos desistir aqui’. O secretário de Estado e, na sequência, o presidente precisam vir a público. Rompam as relações diplomáticas. Interrompam tudo com o Brasil. Nada de comércio, nada”, disse o estrategista, fazendo referência à declaração de Flávio de que não vai reconhecer o resultado de domingo (25).

“Este [Lula] é um governo ilegítimo; é um governo globalista marxista. E, se você acha que isso não vai acontecer aqui nos Estados Unidos da América, está redondamente enganado. Eles não se importam. Têm a mídia do lado deles. Veja o que aconteceu ontem. Observe a CNN, a MSNBC [nome antigo da emissora MS NOW]. Eles estão celebrando: ‘Meu Deus, [a vitória de Lula] é a maior virada de todos os tempos’. É um roubo, bem na sua cara”, disse Bannon.

O estrategista político, amigo da família Bolsonaro, disse que a esquerda “age com total descaramento”.

“E, se não tomarmos uma atitude para impedir isso, é exatamente o que acontecerá na próxima terça-feira aqui neste país. Eles não têm a menor intenção — não estão nem aí — para os votos reais, votos passíveis de certificação, dados por cidadãos de verdade nessas jurisdições. Eles vão fabricar o que for preciso para dizer: ‘Vejam só, a democracia venceu’”, ironizou.

Na terça-feira da semana que vem (3), serão realizadas as midterms, as eleições de meio de mandato presidencial nos Estados Unidos, nas quais estarão em jogo as 435 cadeiras da Câmara federal e 35 dos cem assentos no Senado.

Após o segundo turno no Brasil, o advogado da Trump Media, Martin De Luca, e o filho do presidente americano, Donald Trump Jr., criticaram a prorrogação da votação no Brasil por duas horas neste domingo, pedindo que o assunto seja investigado.

Trump e Rubio ainda não se pronunciaram sobre a eleição brasileira. O jornal Folha de S.Paulo publicou nesta segunda-feira que o Departamento de Estado americano tinha pronto um comunicado parabenizando a população do Brasil pela eleição presidencial, mas decidiu segurar a divulgação após Flávio não reconhecer a vitória de Lula.

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