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O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, 19 de julho
O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, 19 de julho| Foto: EFE/EPA/Yuri Gripas / POOL

Quando os recentes protestos em Cuba estouraram, autoridades da Casa Branca fizeram tudo o que puderam para evitar mencionar os termos "socialismo" ou "comunismo". Depois de alguma reação negativa sobre o assunto, o presidente norte-americano Joe Biden finalmente apareceu e disse: "O comunismo é um sistema falido – um sistema falido universalmente. E não vejo o socialismo como um substituto muito útil. Mas isso é outra história".

Qual história é essa? Biden fez mais do que qualquer presidente dos Estados Unidos na memória recente – e talvez em todos os tempos – para normalizar o socialismo na vida política americana.

A "estrutura crucial" de seu plano climático para a "justiça ambiental", o Green New Deal, que efetivamente entrega o transporte e a energia ao Estado e se intromete em quase todos os aspectos da vida econômica, foi escrito pela deputada apologista do regime cubano Alexandria Ocasio-Cortez.

Ocasio-Cortez é talvez a segunda socialista mais conhecida dos Estados Unidos. A lista de desejos políticos de 110 páginas de Biden para o Partido Democrata foi coescrita com o coletivista mais famoso do país, o apologista de Castro Bernie Sanders.

O documento está repleto de políticas que o moderado senador Biden nunca teria adotado. "Os objetivos da força-tarefa eram mover a campanha de Biden em uma direção o mais progressista possível, e acho que conseguimos fazer isso", disse Sanders à NPR na época.

"Em questão após questão, seja educação, economia, saúde, clima, imigração, justiça criminal, acho que houve um movimento significativo por parte da campanha de Biden", completou Sanders.

Missão cumprida. "Se eu for o nomeado [do Partido Democrata], posso dizer uma coisa – eu gostaria muito que Bernie Sanders faça parte da jornada", observou Biden. "Não como um candidato a vice-presidente, mas se envolvendo em todas as coisas nas quais ele tem trabalhado tão arduamente, muitas das quais eu concordo".

Ah, se ele fez parte da jornada. Não muito tempo atrás, Sanders era pouco mais do que uma excentricidade radical que os eleitores do estado de Vermont enviaram para Washington D.C. Hoje, ele é o presidente do Comitê de Orçamento do Senado, orientando uma resolução orçamentária de US$ 3,5 trilhões que os democratas planejam emplacar com reconciliação.

Sim, é menos do que os US$ 6 trilhões que Sanders propôs inicialmente – tudo parece "moderado" em comparação às propostas de Bernie – mas o valor é maior do que qualquer despesa na história americana.

Se os eleitores americanos querem um coletivista octogenário administrando o orçamento, a escolha é deles, é claro. Mas se o socialismo realmente não é um "substituto muito útil", por que o presidente está se apoiando em socialistas para conduzir sua agenda?

©2021 National Review. Publicado com permissão. Original em inglês.

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