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Joe Biden com líderes locais de comércio de construção dos EUA na Conferência Legislativa dos Sindicatos de Construção da América do Norte, nesta quarta-feira: "A Covid-19 não acabou, mas não controla mais nossas vidas"
Joe Biden com líderes locais de comércio de construção dos EUA na Conferência Legislativa dos Sindicatos de Construção da América do Norte, nesta quarta-feira: “A Covid-19 não acabou, mas não controla mais nossas vidas”| Foto: EFE/EPA/SHAWN THEW

As infecções por Covid-19 estão crescendo no entorno do presidente dos Estados Unidos, Joe Biden que, no entanto, optou por continuar realizando atos com muitas pessoas na Casa Branca, em ambientes fechados e quase sem máscaras.

Dois membros do gabinete de Biden anunciaram nesta quarta-feira (6) que testaram positivo para a Covid-19. Os secretários da Justiça, Merrick Garland, e do Comércio, Gina Raimondo, revelaram suas respectivas infecções após participarem de dois eventos bastante concorridos nos últimos dias. Logo após esses anúncios, Biden participou de um evento com dezenas de pessoas, a maioria sem máscaras, para assinar uma lei de reforma dos Correios.

Quase não havia máscaras faciais na Casa Branca também na terça-feira (5), quando cerca de 200 pessoas se reuniram para testemunhar discursos de Biden e do ex-presidente Barack Obama (2009-2017). Nesse evento estava presente ainda a vice-presidente, Kamala Harris, cujo assessor de comunicação, Jamal Simmons, também testou positivo nesta quarta-feira, depois de ter estado em "contato próximo" com ela, segundo confirmou a Casa Branca.

No entanto, Harris planeja continuar sua agenda pública, porque o Centro de Controle de Doenças dos EUA (CDC) não obriga mais esses contatos próximos a se isolarem para o de caso desenvolvimento de sintomas, de acordo com seu escritório.

Além disso, as duas porta-vozes de Biden, Jen Psaki e Karine Jean-Pierre, se infectaram desde o final de março, assim como dezenas de jornalistas, congressistas e outros que participaram do jantar do clube jornalístico Gridiron no último sábado.

Os casos em Washington DC aumentaram 53% nas últimas duas semanas e continuam em alta, com uma média de 93 por dia, embora ainda estejam longe do pico de mais de 2.000 registrado no início de janeiro, segundo a contagem do jornal The New York Times.

As autoridades de saúde estão preocupadas com um possível aumento nas infecções devido à subvariante BA.2 da ômicron, mas não reforçaram suas recomendações aos americanos.

Biden, que evitou grandes multidões durante sua campanha eleitoral e seu primeiro ano no cargo, não escondeu o desejo de se misturar com as pessoas novamente, um dos aspectos da vida política que mais gosta. "Esta é a maior multidão que tivemos desde que cheguei aqui", comemorou com um sorriso em 15 de março, durante um evento lotado de participantes em um ambiente fechado.

Sua porta-voz, Jen Psaki, assegurou nesta quarta-feira, em coletiva de imprensa, que a Casa Branca continua a tomar precauções “rígidas”, incluindo “garantir que qualquer pessoa que se encontre com o presidente passe por um teste primeiro”.

Essa exigência não se estende necessariamente a todos os convidados para eventos públicos na Casa Branca, esclareceu Psaki, antes de ressaltar que, quando se está vacinado com uma dose de reforço, os sintomas de uma infecção pela variante ômicron geralmente são "leves".

Biden, de 79 anos, recebeu sua quarta dose da vacina contra a Covid-19 na semana passada - o segundo reforço - e seu último teste de coronavírus aconteceu na última segunda-feira, com resultado negativo.

"A Covid-19 não acabou, mas não controla mais nossas vidas", frisou Biden antes de tomar a quarta dose.

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