Veja quem continua na lista de mais procurados| Foto:

Osama bin Laden morreu e deixou a vaga de homem mais procurado do mundo em aberto.

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O nome dele estava em duas listas do FBI (Escritório Federal de Investigação dos Estados Unidos), na de "Dez Fugitivos Mais Pro­­cu­­rados" e na de "Terroristas Mais Procurados", que contém trinta nomes. Nessas relações, os criminosos não estão ordenados por nível de periculosidade. Mas se for levado em conta o quanto é oferecido de recompensa, o "nú­­mero dois" da rede terrorista Al- Qaeda, o egípcio Ayman al Za­­wa­­hiri, já ocupa o lugar de Bin Laden entre os terroristas. A recompensa por informações sobre ele é a mesma que ofereciam pelo líder da organização que morreu nesta semana, US$ 25 milhões.

Na lista de fugitivos do FBI, pelo valor da recompensa oferecida, agora é o americano James J. Bulger o homem mais perigoso. São US$ 2 milhões por pistas so­­bre seu paradeiro. Acusado de inú­­meros assassinatos entre os anos 1970 e 1980, envolvimento com crime organizado e tráfico de drogas, Bulger deve estar com cerca de 81 anos. Pelas cifras, fica clara a preocupação que se tem com o terrorismo. A maioria das recompensas oferecidas pelos "Dez Fugitivos Mais Procurados" é de US$ 100 mil. Para informações sobre os "Ter­­roristas Mais Procurados", a re­­compensa mais pedida é de US$ 5 milhões.

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A Interpol (Organização In­­ter­­nacional de Polícia) não tem ran­­king dos mais procurados, nem oferece recompensas, mas faz uma classificação chamada Di­­fusão Vermelha e divulga uma lista onde estão pessoas que co­­meteram diversos tipos de crimes como tráfico de drogas, crimes ambientais, assassinatos e crimes contra a humanidade.

O chefe da Interpol no Brasil, delegado federal Luiz Eduardo Navajas, explica que, para que uma pessoa seja incluída nessa lista, "é imprescindível que um mandado de prisão seja expedido pelo país de origem". Depois disso, não importa a gravidade dos crimes ou quantos delitos a pessoa cometeu, basta que haja suspeitas de que o fugitivo esteja em um dos 188 países signatários da Interpol e o pedido de registro seja feito à organização.

Além da Difusão Vemelha, Bin Laden também estava incluído na Difusão Especial ONU/Inter­­pol, uma relação de terroristas em que só podem constar nomes incluídos pela Organização das Nações Unidas. Atualmente, só há integrantes da Al-Qaeda e do Taleban nessa lista.

Procedimento no Brasil

Grande parte dos países interpreta que um nome registrado na Difusão Vermelha é equivalente a um mandado de prisão internacional. Mas não é o caso do Brasil. Aqui, essa lista é somente informativa e não se pode prender com base nesse critério. É preciso entrar em contato com o país de origem do fugitivo, que deverá fazer um pedido de extradição, só então a prisão poderá ser executada e o Supremo Tribunal Federal vai julgar se o criminoso é extraditado ou não. "Se Bin Laden tivesse sido encontrado aqui, não poderíamos prendê-lo imediatamente", diz o chefe da Interpol no Brasil.

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De acordo com o delegado, o tempo entre o contato com o país de origem de um criminoso e o pedido de extradição já chegou a ser de quatro meses. "Hoje, já é possível conseguir que todo o processo seja realizado até no mesmo dia ou leva no máximo uma semana", relata Navajas.