Pelo menos 15 insurgentes foram mortos na madrugada desta segunda-feira por um bombardeio da Otan na província de Helmand, no sul do Afeganistão, segundo um porta-voz da aliança militar ocidental.

O capitão norte-americano Ryan Donald afirmou ter ouvido relatos de que havia vítimas civis, mas disse que até agora isso não foi confirmado.

"Os atuais relatos mostram que só matamos talibans. Estamos cientes das alegações de que houve vítimas entre os civis", disse ele, acrescentando que além dos 15 mortos houve também seis insurgentes detidos.

Um porta-voz do governo provincial disse que os primeiros relatos davam conta de até 25 militantes mortos, inclusive dois comandantes do Taliban, e não havia informações sobre vítimas entre os civis. Ele acrescentou que o incidente ocorreu no distrito de Baghran, uma área remota no norte da província, onde praticamente não há presença do governo.

A Isaf (força internacional no Afeganistão) tem intensificado seus bombardeios nos últimos meses, visando militantes de médio escalão. Mas muitos desses bombardeios também causam mortes de civis, provocando tensões entre o governo do presidente Hamid Karzai e seus aliados ocidentais, que estão sob crescente pressão para retirarem suas tropas do país.

Na sexta-feira, a Isaf já tinha bombardeado Baghran para tentar atingir um líder do Taliban. Essa ação, segundo a força da Otan, "teria matado vários insurgentes".

A violência no Afeganistão está em seu pior momento desde o início da ocupação militar dos EUA e da queda do regime islâmico do Taliban, no final de 2001. O número de militares estrangeiros mortos neste ano chegou a 600, com o anúncio, nesta segunda-feira, da morte de mais um soldado da Isaf no leste do país. Ainda assim, o número de baixas militares é muito inferior ao de vítimas civis no conflito.

Um relatório divulgado em meados deste ano pela ONU mostrou que o número de vítimas civis no Afeganistão subiu 31 por cento no primeiro semestre, em comparação ao mesmo período de 2009. A cifra inclui 1.271 mortos, vitimados tanto por ações militares quanto por insurgentes.

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