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BP supera problema em nova operação para conter óleo no Golfo

Plano da empresa é canalizar o vazamento até navios na superfície através da instalação de uma cúpula

Trabalhadores limpam praia atingida por vazamento de óleo | Reuters
Trabalhadores limpam praia atingida por vazamento de óleo (Foto: Reuters)
Barcos de pesca navegam em áreas atingidas por vazamento de óleo |

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Barcos de pesca navegam em áreas atingidas por vazamento de óleo

A empresa British Petroleum superou nesta quarta-feira um problema que ameaçava sua nova tentativa de recolher o petróleo que jorra no Golfo do México, por onde se espalha uma enorme mancha que já ameaça a Flórida.

O novo plano consiste em encaixar um cano na boca do poço. Mas para isso será necessário que robôs submarinos serrem encanamentos já existentes, o que pode aumentar ao menos temporariamente o volume de petróleo que jorra. Em seguida será colocada uma espécie de cúpula que canalizará o petróleo até navios na superfície.

Mas a serra de diamante que faz o trabalho emperrou. A BP usou seus robôs e passou horas lutando para liberá-la, até que a tarefa afinal foi concluída, segundo relatou à Reuters uma fonte próxima da operação.

O importante para a BP é criar uma superfície lisa sobre a qual será possível colocar uma "tampa" com vedação de borracha, conjunto que funcionará como uma espécie de funil. Fazer tudo isso a 1.600 metros de profundidade é uma operação dificílima.

A nova também inclui uma válvula pela qual os técnicos podem injetar metanol ou água quente, evitando o acúmulo de hidratos (petróleo semicongelado) que "entupiam" o encanamento numa tentativa anterior desse tipo. A tampa pode levar mais 72 horas para entrar em operação.

O vazamento, maior na história dos EUA, começou em 20 de abril, quando uma plataforma petrolífera no local explodiu e afundou, deixando 11 mortos. Pelas atuais estimativas, cerca de 3 milhões de litros diários de petróleo jorram no fundo do mar, ameaçando causar enormes prejuízos ambientais e econômicos.

Até agora, o Estado mais afetado é a Louisiana. Bolas de piche e outros restos de petróleo chegaram à ilha Dauphin, no Alabama, e em partes do Mississippi. A enorme e fragmentada mancha também já se encontra a menos de 20 quilômetros da costa noroeste da Flórida, Estado que teme ver afetado o seu importante setor turístico.

Às vésperas das férias de verão, as autoridades da Flórida intensificam os trabalhos de reconhecimento, preparam a instalação de mais barreiras contra o óleo e realizam trabalhos de recuperação do litoral. A previsão é de que a mancha chegue à costa do Estado a partir de sexta-feira.

Tudo isso fez com que desde o acidente a companhia tenha perdido mais de um terço do seu valor de mercado, ou cerca de 67 bilhões de dólares.

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