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O governo brasileiro reitera sua disposição de ajudar a Colômbia a resgatar os reféns mantidos pelas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), disse nesta segunda-feira (27) o assessor especial para assuntos internacionais da Presidência da República, Marco Aurélio Garcia.

A declaração foi feita por Garcia após reunião com a senadora colombiana da oposição Piedad Córdoba, que viajou a Brasília para agradecer o apoio do governo brasileiro, que no ano passado forneceu helicópteros para um resgate de reféns, e pedir mais ajuda. Segundo ela, o governo da Colômbia informa que há 125 pessoas em poder das Farc, que só confirmam a existência de nove reféns.

"Em consonância como sempre com o governo e respeitando a soberania da Colômbia, nós queremos participar de todas as iniciativas que ajudem uma solução pacífica no país", disse Garcia.

"Evidentemente, a libertação de reféns é um passo importante. Não é o passo definitivo, mas é um passo importante que pode ajudar a desanuviar um pouco a situação colombiana", acrescentou, lembrando que a pacificação da Colômbia acelerará a integração sul-americana.

Há a expectativa de que o governo colombiano realize em breve uma nova operação de resgate para liberar reféns em poder das Farc. Segundo Garcia, no entanto, o Brasil ainda não foi comunicado sobre o assunto.

"Formalmente, não houve nenhum pedido", assegurou.

Piedad Córdoba defendeu o engajamento político do Brasil no processo de paz na Colômbia.

"Creio que a ajuda é muito mais que a logística. Gera muitíssima confiança e a possibilidade de participar de um processo de intercâmbio que se definirá de maneira posterior, onde deverão reunir-se representantes do governo colombiano com representantes da guerrilha das Farc, exército e povo. Creio que o Brasil pode jogar um papel importante aí", disse ela a jornalistas.

Irã

O assessor internacional da Presidência da República negou que a visita do presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, ao Brasil na próxima semana criará problemas nas relações com os Estados Unidos e Israel.

"No momento atual, o governo norte-americano nomeou um negociador para conversar com o Irã", argumentou Garcia. "A posição nossa é a relação entre dois Estados, o que não significa que nós compartilhamos todas as opiniões que o presidente do Irã tem. Não tem nenhum problema."

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