Protesto contra o governo de Pedro Castillo, em Lima, Peru.| Foto: EFE
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Mais de dois terços dos peruanos defendem a necessidade de antecipar as eleições presidenciais e legislativas como saída para a crise política que abala o país, segundo revela uma pesquisa do Instituto de Estudos Peruanos (IEP), divulgada neste domingo pelo jornal “La República”.

Segundo o estudo, 68% da população concorda que sejam antecipados os pleitos para eleger um novo presidente para substituir Pedro Castillo, assim como outros parlamentares para o lugar dos atuais membros do Congresso peruano, altamente fragmentado e dominado pela oposição.

Apenas 31% dos consultados se mostraram contra esta alternativa, percentagem que sobe para 37% nas zonas rurais e 40% no centro e no sul do país.

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Questionados sobre o que consideram "mais conveniente" para o Peru, 61% defende a antecipação das eleições, contra 27% que aposta na permanência de Castillo no Palácio do Governo.

Outros 4% querem que o presidente deixe a presidência e a vice-presidente, Dina Boluarte, tome posse, enquanto apenas 3% acredita que o melhor é que haja eleições presidenciais e que os mesmos parlamentares permaneçam.

Rejeição

Por outro lado, a pesquisa revelou que Castillo manteve seu índice de rejeição em 67% da população, semelhante aos 68% registrados em março, enquanto apenas 25% aprova sua gestão.

Além disso, 65% acredita que o presidente, que tomou posse em julho de 2021, não terminará seu mandato de cinco anos, 63% deles por sua “incapacidade de governar” e 30% porque acham que “não o deixam” dirigir o Executivo.

Já a reprovação do primeiro-ministro, o jurista Aníbal Torres, aumentou consideravelmente, depois de atingir 67%, bem superior aos 61% do mês passado e aos 54% de fevereiro.

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Em dois meses, a aprovação do chefe do gabinete ministerial caiu de 36% para 24%.

Percepção popular

O estudo do IEP também perguntou sobre a percepção dos cidadãos sobre o tenso cenário político no país e revelou que 73% da população considera que a situação política é pior do que há 12 meses, percentual que em outubro do ano passado foi de cerca de 50%.

Além disso, 66% acredita que sua situação econômica é pior do que no ano passado e 57% sente que isso os afeta mais do que a política, já que apenas 20% dizem que são mais afetados por circunstâncias políticas do que econômicas.

A pesquisa do IEP foi realizada entre os dias 18 e 21 de abril com 1.206 pessoas, tem margem de erro de 2,8% e nível de confiança de 95%.