Cidade do Panamá (Folhapress) – O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, garantiu ontem que os suspeitos de elo com o terrorismo que estão nas mãos do país não vêm sendo torturados. "Nós não torturamos", disse, ao responder a críticas sobre supostas prisões secretas da CIA (agência de espionagem) e sobre o modo como suspeitos de elo com o terror são tratados pelos norte-americanos.

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Bush defendeu os esforços de sua administração para impedir que o Congresso dos EUA imponha regras ao modo como suspeitos de elo com o terror são tratados. O vice-presidente Dick Cheney vem liderando uma campanha da Casa Branca para manter fora da nova legislação agentes da CIA que atuam no exterior, o que atraiu duras críticas de entidades de defesa dos direitos humanos.

Os EUA foram duramente criticados, nos últimos três anos, por conta do modo como seus militares trataram suspeitos no Afeganistão, na prisão de Abu Ghraib, no Iraque, e na base militar de Guantánamo, situada em Cuba. Forças norte-americanas mantiveram milhares de suspeitos em prisões fora do território norte-americano desde os ataques terroristas ao World Trade Center e ao Pentágono, em setembro de 2001, e da subseqüente guerra para depor o regime do Taleban, no Afeganistão, que abrigava Osama bin Laden e outros membros da Al Qaeda.

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Além disso, relatos da mídia deram conta, na semana passada, de que há prisões secretas usadas pela CIA em várias partes do mundo, incluindo o Leste Europeu. Bush não confirmou nem negou a existência das prisões secretas da CIA, que foi revelada por reportagem do Washington Post, e disse que não responderá a um pedido da Cruz Vermelha para visitar os suspeitos detidos nessas supostas prisões.

A Romênia e a Polônia negaram abrigar locais de detenção dos EUA. "Estamos encontrando os terroristas e os levando-os a julgamento. Recolhemos informações sobre os locais em que eles podem estar escondidos. Buscamos atrapalhar seus planos terroristas. Qualquer coisa que fazemos com esse objetivo, qualquer atividades que conduzimos, está dentro da lei. Nós não torturamos", garantiu Bush, no Panamá, em entrevista coletiva ao lado do presidente Martín Torrijos. Resta saber o que o governo dos EUA classifica como tortura.