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A Câmara dos Representantes dos EUA aprovou nesta quarta-feira (22) por uma pequena margem de votos um projeto de lei de defesa anual de quase US$ 1,15 trilhão, em meio ao fim do cessar-fogo com o Irã. A medida orçamentária também envolve uma proposta liderada pelo presidente Donald Trump para reformar o sistema eleitoral americano, que ficou conhecido como Save America Act.
Apesar das vitórias na casa legislativa por 216 votos a 214, os documentos ainda enfrentarão um caminho árduo no Senado.
Os democratas, que votaram de forma unânime contra a proposta orçamentária, continuam condenando a guerra no Irã, bem como as novas exigências de votação defendidas pelo presidente.
O presidente da Câmara dos Representantes, o republicano Mike Johnson, afirmou após a votação que essa é a "melhor chance" de sua legenda aprovar o máximo possível da lei de reforma eleitoral.
A iniciativa exige a identificação oficial para votar em eleições, incluindo as presidenciais, e estabelece novas disposições destinadas a reforçar a segurança e prevenir a fraude eleitoral, segundo seus idealizadores republicanos, o deputado Chip Roy, republicano do Texas, e o senador Mike Lee, republicano de Utah.
O presidente Trump tem feito campanha para a aprovação total da proposta, sob o argumento de que a reforma legislativa prevenirá o que considera práticas fraudulentas, citando supostas irregularidades durante as eleições presidenciais de 2020.
Outro ponto do projeto de lei é a exigência de que os eleitores apresentem um documento de identificação válido com foto antes de poderem votar, algo que alguns estados já exigem. Ele também impõe novas regras para o voto por correspondência, exigindo que os eleitores apresentem uma cópia de um documento de identificação válido ao enviar sua cédula.
O presidente Johnson e seus aliados republicanos na Câmara precisam agora contar com total cooperação do Senado para aprovar o orçamento sem a ajuda dos democratas, utilizando um processo complexo conhecido como "reconciliação".
A manobra parlamentar permite a aprovação de leis orçamentárias por maioria simples (50 votos mais o vice-presidente no Senado), bloqueando a exigência de 60 votos, o que seria praticamente inviável no Senado.




