Xi Jinping, ditador da China, fala na abertura da 70ª sessão da Assembleia Geral da ONU, 28 de setembro de 2015| Foto: Bigstock/palinchak
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A China acusou nesta segunda-feira (13) os Estados Unidos de enviarem ao menos dez balões espiões ao espaço aéreo chinês em 2022. A Casa Branca negou essa acusação.

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"É comum que balões dos Estados Unidos entrem ilegalmente no espaço aéreo de outros países. Somente no último ano, balões americanos de grande altitude sobrevoaram o espaço aéreo chinês mais de dez vezes, sem a aprovação das autoridades chinesas pertinentes. Os Estados Unidos devem refletir e mudar de atitude antes de incitar o confronto, caluniar e acusar os outros", afirmou em coletiva o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Wang Wenbin.

"Não é verdade. Não fizemos isso. Não é verdade. Ainda temos relações diplomáticas com a China, ainda temos uma embaixada lá. Não é como se todas as comunicações entre nós e o Partido Comunista chinês tivessem sido encerradas. Temos a capacidade de nos comunicar diretamente com os líderes chineses", disse o porta-voz do Conselho de Segurança Nacional da Casa Branca, John Kirby, à MSNBC.

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Wang ainda acusou os Estados Unidos de realizarem operações de espionagem em larga escala, citando a ocorrência de 657 operações de reconhecimento apenas na China.

"Isso inclui seus próprios aliados. Violam a soberania de outros países, assim como o direito internacional e as normas básicas das relações internacionais. Os Estados Unidos são o maior império no que se refere à espionagem e vigilância em todo o mundo", completou.

A polêmica dos balões espiões cresceu desde 4 de fevereiro, quando os Estados Unidos abateram um desses objetos que sobrevoava a Carolina do Sul e acusaram a China de enviar o artefato para o espaço aéreo norte-americano.

Desde sexta-feira (10), outros três objetos foram abatidos na América do Norte, dois nos Estados Unidos e um no Canadá, mas ainda não se sabe o que seriam e sua origem.