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Ditaduras parceiras

China, que se diz neutra na guerra, treinou militares russos para lutarem na Ucrânia, afirma agência

Prato à venda em loja em Pequim com as imagens dos ditadores Xi Jinping e Vladimir Putin (Foto: JESSICA LEE/EFE/EPA)

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A Reuters publicou nesta terça-feira (19) uma reportagem que apontou que forças armadas da China treinaram secretamente cerca de 200 militares russos no final do ano passado e parte deles está lutando na guerra na Ucrânia.

As informações, repassadas à agência britânica por três agências de inteligência europeias e também presentes em documentos aos quais a Reuters teve acesso, indicam que a ajuda de Pequim na agressão russa ao país vizinho é maior do que havia sido relatado anteriormente.

De acordo com a apuração, as sessões de treinamento secretas se concentraram principalmente no uso de drones.

Tal parceria foi detalhada em um acordo assinado por altos oficiais russos e chineses em Pequim em 2 de julho de 2025, por meio do qual cerca de 200 soldados russos seriam treinados em instalações militares em locais como Pequim e a cidade de Nanjing, no leste do país. As fontes ouvidas pela Reuters confirmaram que tal treinamento foi realizado.

De acordo com a agência, o acordo também prevê que centenas de soldados chineses passariam por treinamento em instalações militares na Rússia.

Os ministérios da Defesa da Rússia e da China não se pronunciaram sobre os detalhes da reportagem, mas Pequim enviou um comunicado à Reuters no qual reiterou sua suposta posição “imparcial” sobre o conflito.

Dias antes do início da invasão russa à Ucrânia, em fevereiro de 2022, os ditadores russo, Vladimir Putin, e chinês, Xi Jinping, anunciaram uma “parceria sem limites” entre os dois países durante os Jogos Olímpicos de Inverno de Pequim.

Desde então, a China sempre negou que esteja ajudando a Rússia no conflito e vem se oferecendo como mediadora para negociações de paz. Porém, aumentou suas compras de petróleo e gás natural russos (financiando o esforço de guerra do Kremlin) e foi acusada pela Ucrânia de fornecer componentes para a indústria armamentista russa.

Nesta terça-feira, Putin iniciará uma visita de dois dias à China, menos de uma semana depois de Xi ter recebido em Pequim o presidente americano, Donald Trump.

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