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Emmanuel Macron tentará em abril se tornar o primeiro presidente francês desde Chirac a ser reeleito
Emmanuel Macron tentará em abril se tornar o primeiro presidente francês desde Chirac a ser reeleito| Foto: EFE/EPA/CHRISTOPHE PETIT TESSON

Assim como foi em 2021, ocupantes de cargos eletivos e postulantes a removê-los se mobilizam em todo o mundo para eleições cujos resultados influenciarão as vidas de milhões de pessoas em diferentes países em 2022.

O Brasil, é claro, será um dos protagonistas das corridas eleitorais do ano que começou neste sábado, com sua eleição presidencial em outubro (além de pleitos para governadores e legislativos estaduais e nacional). A Gazeta do Povo elencou outras cinco eleições importantes de 2022.

Coreia do Sul

A décima economia do mundo (quarta da Ásia) vai escolher seu próximo presidente em 9 de março. Como a constituição sul-coreana não prevê reeleição (os mandatos únicos são de cinco anos), a disputa é para ver quem substitui Moon Jae-in, do Partido Democrático da Coreia (DPK), de centro-esquerda.

O candidato da situação é Lee Jae-myung, ex-governador da província de Gyeonggi, que terá como principal adversário o ex-promotor Yoon Seok-youl, do conservador Partido do Poder do Povo (PPP).

França

Emmanuel Macron, do partido social-liberal A República em Marcha!, tentará em abril se tornar o primeiro presidente francês desde Jacques Chirac (1995-2007) a ser reeleito – Nicolas Sarkozy perdeu em 2012 para François Hollande, que não tentou um segundo mandato.

As primeiras pesquisas, que mostram Macron na liderança (mas sem conseguir resolver a disputa no primeiro turno), indicam que seus principais adversários virão do campo da direita: Marine Le Pen, do Reagrupamento Nacional (ex-Frente Nacional), derrotada pelo atual presidente em 2017 e que tentará a presidência pela terceira vez; Valérie Pécresse, dos Republicanos, legenda de Sarkozy; e o jornalista Éric Zemmour, do recém-criado Reconquista.

Austrália

Nas eleições parlamentares australianas, que devem ser realizadas até maio, o atual primeiro-ministro Scott Morrison, líder do Partido Liberal (de centro-direita), buscará maioria para a coalizão Liberal-Nacional (chamada simplesmente de Coalizão) assegurar um quarto mandato de três anos. A oposição, do Partido Trabalhista Australiano, é liderada por Anthony Albanese.

Morrison tem contra si o ritmo lento de vacinação contra a Covid-19 e ao mesmo tempo os protestos contra restrições para enfrentamento da pandemia e/ou anti-vacina, e sua resposta vacilante aos incêndios florestais do chamado “Verão Negro”, entre 2019 e 2020.

Colômbia

A exemplo da Coreia do Sul, a constituição colombiana também restringe a eleição presidencial a um mandato (nesse caso, de quatro anos). O Centro Democrático, partido conservador do atual presidente, Iván Duque, escolheu como candidato Óscar Iván Zuluaga, aliado próximo do ex-presidente Álvaro Uribe.

Ele terá que contornar a popularidade em baixa de Duque para vencer o senador de esquerda e ex-guerrilheiro Gustavo Petro (derrotado por Duque em 2018), que tem liderado as pesquisas para a eleição de maio (primeiro turno) e junho (segundo).

Estados Unidos

Eleições de meio de mandato presidencial costumam ser complicadas para presidentes americanos, então a expectativa é de problemas para o presidente Joe Biden para o pleito de novembro, em que serão disputadas todas as 435 cadeiras na Câmara dos Representantes e 34 das cem cadeiras no Senado.

Os democratas têm atualmente uma maioria pouco confortável na Câmara (221 cadeiras, contra 213 dos republicanos) e dividem o Senado com os republicanos.

A um ano das eleições, Biden apareceu com índices de aprovação e desaprovação piores dos que o antecessor Donald Trump apresentava no mesmo momento do seu mandato. Outra sinalização nada animadora para ele foi dada há dois meses, quando a Virgínia, estado onde Biden venceu em 2020, elegeu para governador o novato Glenn Youngkin, do Partido Republicano, e esnobou o ex-governador democrata Terry McAuliffe.

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