Gustavo Petro retomou relações colombianas com a ditadura venezuelana após três anos e meio de rompimento e agora deve se encontrar com Maduro| Foto: EFE/Paolo Aguilar
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Venezuela e Colômbia estão avançando na coordenação do primeiro encontro entre o ditador Nicolás Maduro e o presidente Gustavo Petro, que inicialmente planejam para outubro, informou terça-feira (30) em Caracas o embaixador colombiano em Caracas, Armando Benedetti.

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“Estamos planejando isso para ver se pode ser em outubro”, disse Benedetti em declarações à imprensa, ao sair do encontro com o presidente da Assembleia Nacional venezuelana, Jorge Rodríguez, na sede do Legislativo.

O diplomata colombiano está em Caracas desde domingo e apresentou suas credenciais a Maduro na segunda-feira, que defendeu uma união “inquebrável” entre os dois países, cujas relações diplomáticas foram restabelecidas este mês após três anos e meio de rompimento.

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Por sua vez, o presidente do Parlamento venezuelano lembrou as “relações históricas” entre as duas nações e disse que devem trabalhar para que aqueles que fazem a vida na fronteira possam “sentir muito melhor as relações que estão sendo travadas agora”.

Rodríguez também destacou que os parlamentares venezuelanos estão trabalhando com o Congresso colombiano para definir a data de uma reunião interparlamentar.

Os parlamentos das duas nações concordaram em meados do mês em aderir ao plano de trabalho discutido pelos governos para o restabelecimento das relações comerciais e diplomáticas.

Esse plano contempla a convocação das comissões de Política Externa da Colômbia e da Venezuela, as diretorias dos parlamentos e comissões especiais de deputados da zona fronteiriça, para a realização de reuniões de “natureza binacional nos próximos dias”.

Colômbia e Venezuela, que compartilham uma fronteira de 2.219 quilômetros, não mantinham relações diplomáticas desde que estas foram rompidas em 23 de fevereiro de 2019 por ordem de Maduro em meio a uma escalada de tensões com o presidente colombiano na época, Iván Duque, devido ao seu apoio ao líder opositor Juan Guaidó, reconhecido como presidente venezuelano por Estados Unidos e Brasil.

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