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O primeiro-ministro da Polônia, Donald Tusk, anunciou nesta segunda-feira (27) um plano estratégico para desenvolver um "exército de drones" de última geração, que aproveitará a experiência militar da Ucrânia para fortalecer a segurança do espaço aéreo do país e, mais amplamente, da União Europeia (UE) contra a ameaça crescente da Rússia.
O projeto foi apresentado durante a conferência Caminhos para a Reconstrução da Ucrânia, realizada em Rzeszów (leste da Ucrânia).
Segundo o líder polonês, esse "exército" de drones consistirá em uma frota moderna e extensa de sistemas não tripulados projetados para proteger o espaço aéreo polonês e europeu de ataques aéreos.
Para que o plano saia do papel, a Polônia investirá parte do valor necessário para a iniciativa e solicitou à UE o financiamento de outra parte, visto que o bloco também será beneficiado no acordo.
Durante seu discurso, Tusk abordou a reconstrução da Ucrânia, alertando que "não haverá reconstrução se o agressor não cessar esta guerra", referindo-se à Rússia, e condicionando a recuperação econômica à segurança militar "garantida".
A longa guerra entre Rússia e Ucrânia marcou uma transição tecnológica no campo de batalha, onde cada vez mais as máquinas empenham funções antes destinadas a humanos.
Recentemente, Kiev anunciou que obteve sucesso em reduzir baixas humanas ao substituir parte dos soldados no front por robôs terrestres.
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