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MÃE ÁFRICA

Com duas vítimas por minuto, malária mata mais que a aids

O economista angolano José Gonçalves, que leciona na Universidade do Estado da Bahia, aponta que a malária mata mais do que a aids na África. "No mundo, são 2 milhões de vítimas por ano. Na África, 2 mil crianças morrem todos os dias por causa da doença", compara.

Os relatórios das Nações Unidas colocam a aids entre as três principais ameaças à infância no continente, ao lado da violência e da pobreza, mas endossam a avaliação de Gonçalves. Segundo dados da Organização das Nações Unidas (ONU), são 2,8 mil crianças africanas mortas pela malária todos os dias, uma a cada 30 segundos. A aids, por sua vez, mata uma criança por minuto, considerando todos os continentes. A ameaça, destaca a ONU, se agrava com o aumento do número de órfãos de soropositivos africanos, que passa de 11 milhões e pode chegar a 18 milhões em 2010.

Segundo Gonçalves, falta verba para combater o problema da malária. "É preciso saneamento básico para conter a doença", afirma. Gonçalves cita que metade das doenças no continente africano estaria sanada caso houvesse água encanada.

A carência alimentar africana tem efeito maior na infância e se agrava de forma cíclica. "Apesar de o continente ser o principal destino da ajuda humanitária internacional, o ‘socorro’ sai de foco quando ocorrem tragédias como o tsunami na Ásia (registrado em 26 de dezembro de 2004)." Ao mesmo tempo, Gonçalves defende que a ajuda humanitária não deve se perpetuar, porque provoca ‘parasitismo’. "No Níger, o fornecimento de alimentos praticamente parou a economia local. É preciso limitar o tempo de auxílio e investir em formação profissional."

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