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Um contrato de US$ 1,8 bilhão (cerca de R$ 9 bilhões) firmado pela Petrobras em 2025 passou a ser alvo de suspeitas de corrupção no Peru, segundo informações publicadas pelo portal Metrópoles nesta segunda-feira (13).
De acordo com a publicação, o contrato apareceu em um pedido feito pelo governo peruano à Justiça dos Estados Unidos. Esse pedido faz parte de uma investigação maior sobre um esquema de propina e lavagem de dinheiro conhecido como “Rutas de Lima”.
Esse caso envolve contratos públicos na capital peruana, Lima, e empresas ligadas à construtora Odebrecht. As autoridades investigam se essas empresas pagaram propina e financiaram campanhas políticas de forma ilegal para conseguir contratos no país. Dentro dessa investigação, o contrato da Petrobras chamou atenção porque teria sido firmado com duas empresas: Tenenge e EGTC Infra. Segundo o Metrópoles, há registros financeiros que indicam uma movimentação considerada suspeita de cerca de US$ 700 mil. Esse dinheiro teria envolvido o empresário Ricardo Pereira Neto, que controla a EGTC Infra e já foi gerente do projeto Rutas de Lima, além de uma suposta empresa de fachada chamada Pyrum. As transações teriam ocorrido próximo à assinatura do contrato da Petrobras, em outubro de 2025.
O documento citado pela reportagem também menciona um pagamento direto a Jorge Barata, ex-presidente da Odebrecht no Peru e um dos principais nomes ligados aos escândalos de corrupção da empresa no país.
Segundo o Metrópoles, o objetivo do governo peruano ao acionar a Justiça americana é acessar dados bancários e documentos que possam comprovar o caminho do dinheiro. Esse material deve ser usado em processos criminais que já estão em andamento no Peru.











