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Luto em guichê da Lufthansa, que controla a Germanwgins. | Wolfgang Rattay / Reuters
Luto em guichê da Lufthansa, que controla a Germanwgins.| Foto: Wolfgang Rattay / Reuters

O copiloto alemão Andeas Lubitz, suspeito de derrubar um avião da companhia aérea Germanwings propositalmente nos Alpes Franceses, pesquisou na internet formas de cometer suicídio pouco antes do acidente que matou 150 pessoas, na terça-feira da semana. A informação foi dada ontem por promotores alemães.

Autoridades judiciais de Düsseldorf, na Alemanha, onde Lubitz morava, afirmaram que um computador encontrado em sua casa também revelou buscas sobre as portas da cabine do Airbus 320 e precauções de segurança relacionadas a elas. As pesquisas teriam sido feitas entre os dias 16 e 26 de março, véspera da queda que deixou 150 mortos.

Identificação das vítimas

Os investigadores do acidente do avião da Germanwings que caiu nos Alpes franceses já identificaram os 150 perfis genéticos diferentes dos ocupantes do voo. Agora falta atribuir cada um deles aos passageiros e tripulantes do voo. Será preciso comparar as amostras de DNA com as fornecidas pelos familiares das vítimas, trabalho que começará no início da semana que vem.

Os indícios cada vez ­maiores de preparativos para um suicídio surgiram no mesmo momento em que a polícia francesa encontrou a segunda caixa preta do ­avião, o que aumenta as esperanças de mostrar em detalhes como Lubitz, de 27 anos, colocou a aeronave em seu rumo fatal.

Se intacto, o gravador de dados do Airbus A320 fornecerá um panorama ­minucioso sobre quaisquer comandos emitidos do assento do copiloto durante o voo, que seguia de Barcelona, na Espanha, para Düsseldorf.

A caixa preta deve ser analisada pelo Escritório de Investigação e Análise para a Segurança da Aviação Civil da França, que tentará equiparar os dados com as gravações de voz da cabine e com informações dos radares de solo.

Ontem, o jornal alemão “Bild” relatou que Lubitz mentiu aos médicos, dizendo-lhes que estava de licença médica e não pilotando voos comerciais. Lubitz tinha atestados médicos que o dispensavam do trabalho, inclusive no dia da tragédia.

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