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O cônsul do Brasil em Londres, Fernando Melo Barreto, informou que o corpo do brasileiro Jean Charles de Menezes, morto pela polícia britânica na sexta-feira na estação do metrô em Stockwell, será embarcado nesta quarta-feira, às 22h, em um vôo da Varig com destino a São Paulo. A chegada será na quinta-feira.

De Guarulhos, o corpo de Jean Charles segue num avião da Força Aérea Brasileira (FAB) até Governador Valadares (MG). De lá, o corpo do brasileiro será segue para o município de Gonzaga, a 100 quilômetros de Valadares, com traslado pago pelo governo de Minas Gerais

O Itamaraty confirmou que as autoridades britânicas liberaram o corpo do brasileiro na tarde desta terça-feira. A polícia britânica entregou ao consulado brasileiro em Londres os objetos pessoais de Jean Charles. Entre eles, estava o passaporte do eletricista mineiro de 27 anos. Segundo o cônsul Fernando Mello Barreto, o documento prova que o brasileiro - que vivia na capital inglesa há cinco anos - estava em situação legal no país.

Um pequeno grupo de pessoas fez uma manifestação nesta terça-feira diante da Embaixada Britânica em Brasília, para protestar pela a morte do brasileiro confundido com um suspeito de terrorismo na capital britânica. Os manifestantes - cerca de 20 pessoas, vinculadas a partidos e movimentos esquerdistas - exigiram da Grã-Bretanha que indenize a família de Jean Charles, puna os culpados por sua morte e retire suas tropas do Iraque.

O embaixador da Grã-Bretanha no Brasil, Peter Collecott, conversou brevemente com o grupo e reiterou a consternação do governo britânico com o que chamou de um "erro lamentável".

- Trata-se da morte de uma pessoa inocente, que o governo britânico lamenta muito e que, infelizmente, nem com palavras, nem de qualquer outra forma, poderá ser remediada - disse Collecott.

O embaixador pediu compreensão sobre do momento vivido pelo seu país:

- É importante entender que a situação na Grã-Bretanha é muito difícil agora - acrescentou.

Collecott frisou que o governo da Grã-Bretanha respeita as normas internacionais, mas vive um momento crítico após as duas recentes ondas de atentados que mataram mais de 50 pessoas em Londres.

- Nós as respeitamos, vamos respeitá-las no futuro, mas enquanto tiver terroristas suicidas nas ruas é a situação é muito difícil - comentou.

Sobre a indenização pedida pela família de Menezes, o embaixador disse que isso deve ser tratado pelo governo e a polícia e declarou que é preciso fazer o possível para aliviar a dor dos parentes diante "desta tragédia, que custou a vida de um inocente".

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