
A família de Suleiman Khalil, ex-prefeito de Sadad, na Síria, está pedindo que autoridades norte-americanas intervenham após ele ter passado 19 meses detido sem acusações sob o governo de transição sírio. Khalil foi preso e detido em 8 de fevereiro de 2025. Sua filha e o grupo de defesa Christian Solidarity International (CSI) têm pedido intervenção do governo dos Estados Unidos.
Veronica Dudo, apresentadora do programa "EWTN News Nightly", entrevistou a filha de Khalil, Natalie Khalil, e Joel Veldkamp, diretor de defesa pública da CSI, em 14 de setembro sobre a detenção, o estado das relações entre Estados Unidos e Síria, e a recente carta de Natalie ao presidente Donald Trump pedindo ajuda. "Já fazem 19 meses desde que o levaram. Não sabemos por que o levaram. Eles não alegaram ter nenhuma acusação contra ele. Não nos permitiram contratar um advogado. Eles vieram à nossa casa e disseram: 'Ele era procurado'", disse ela.
Khalil, conhecido por sua fé cristã, ganhou amplo respeito em 2015 quando organizou a defesa de Sadad durante um ataque do ISIS, um esforço creditado por ter salvado mais de 9.000 residentes. Veldkamp disse: "Suleiman Khalil é muito conhecido na Síria por ter salvado a cidade". Ele recebeu um aviso antecipado de que o ISIS, uma organização extremista violenta responsável por atrocidades em massa na Síria e no Iraque, estava se aproximando, disse Veldkamp.
Khalil não estava alinhado com o regime anterior, mas era uma figura política cristã independente que agiu por necessidade para proteger sua comunidade, disse Veldkamp. Veldkamp disse que parece que Khalil está sendo punido por essas ações, uma medida que envia um aviso severo aos cristãos em toda a Síria sobre seu lugar no país. Veldkamp disse que tal tratamento ameaça a sobrevivência da comunidade cristã em um dos centros mais antigos do cristianismo no mundo. O tratamento de Khalil, disse Veldkamp, mina as próprias garantias do governo a Washington.
"Para o novo governo sírio, que está no poder há apenas cerca de dois anos, dizer aos Estados Unidos que está se juntando à sua luta contra o terrorismo, e então colocar um homem como este na prisão, isso envia uma mensagem muito confusa aos EUA. Isso envia uma mensagem terrível aos cristãos na Síria que estão realmente incertos sobre seu futuro sob este novo governo", disse Veldkamp. "O novo governo sírio é muito dependente do governo dos EUA — do governo Trump. O governo Trump tem grandes esperanças para a Síria", disse Veldkamp.
Natalie Khalil disse que a família enfrentou limites rígidos durante suas visitas, incluindo regras que os proibiram de expressar sua identidade cristã. "Mesmo quando fomos visitar, não nos foi permitido ser nós mesmos", disse ela. "Foi-nos pedido que usássemos hijab para cobrir a cabeça e o cabelo. Devíamos cobrir todo o corpo. No entanto, meu irmão foi usando um colar com uma cruz — eles o tiraram do pescoço dele. Não nos foi permitido ser cristãos naquele lugar."
Ela acrescentou: "Não consegui levar uma Bíblia para ele dentro da prisão". Em uma carta a Trump, Natalie expressou seu apelo por justiça. "Minha história não é única. Não preciso de tratamento especial; só preciso de justiça para o caso do meu pai", disse Natalie.
©2026 Catholic News Agency. Publicado com permissão. Original em inglês: Daughter of imprisoned Christian Syrian urges Trump to intervene https://www.ewtnnews.com/world/us/daughter-of-imprisoned-christian-syrian-urges-trump-to-intervene



