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Cuba irá libertar em breve dois de seus 13 prisioneiros políticos que rejeitaram um acordo com o governo para deixar o país em troca da liberdade, informou a Igreja Católica no sábado.

A Arquidiocese Católica de Havana disse em seu site na Internet que Arnaldo Ramos Lauzurique, condenado a 18 anos de prisão, ficará em Cuba em liberdade condicional. Já Luis Enrique Ferrer irá para a Espanha.

Ferrer concordou em exilar-se após chegar a um acordo com o governo comunista, que dará sua residência a seus parentes que continuarem em Cuba, disse Elizardo Sanchez, do grupo independente Comissão Cubana de Direitos Humanos.

As concessões podem sinalizar que Cuba pode libertar em breve todos os 13 prisioneiros políticos que seguem detidos. Em acordo com a Igreja Católica, anunciado em 7 de julho, o governo da ilha comunista se comprometeu a libertar 52 presos políticos.

A Igreja disse que o processo levaria entre três e quatro meses, mas não estipulou prazos. Os outros 39 presos já foram libertados após concordarem em irem para a Espanha.

Todas as 52 pessoas foram presas em 2003 em um ação repressora contra dissidentes do governo.

O presidente cubano Raúl Castro prometeu libertar os dissidentes detidos em uma tentativa de conter a condenação internacional após a morte, em fevereiro, do dissidente preso Orlando Zapata Tamayo depois uma greve de fome de 85 dias.

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