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Quem é Darren Beattie, conselheiro de Trump que teve visto revogado por Lula

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Darren Beattie é crítico de Moraes e próximo os Bolsonaros. (Foto: Gage Skidmore/Wikimedia Commons)

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O assessor americano Darren Beattie, anunciado como a figura escolhida pelo presidente Donald Trump para lidar com assuntos relacionados ao Brasil dentro do Departamento de Estado dos EUA, foi barrado nesta sexta-feira (13) de entrar no país por decisão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

O consultor sênior, que já chamou o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes de “o principal arquiteto do complexo de censura e perseguição” contra o ex-presidente Jair Bolsonaro, assumiu o cargo recentemente e sua função será priorizar a formulação e coordenação de diretrizes diplomáticas envolvendo o Brasil em meio a atritos com entre os dois países desde o retorno de Trump à Casa Branca.

Embora o Departamento de Estado não tenha detalhado o escopo exato do cargo, a função de assessor sênior nos EUA normalmente envolve o aconselhamento direto à liderança da pasta, articulação interna entre diferentes escritórios e acompanhamento político de temas sensíveis na relação bilateral.

O assessor é formado em matemática pela Universidade de Chicago e doutor em teoria política pela Universidade Duke, da Carolina do Norte. Antes de assumir cargos em pastas do governo americano, Beattie atuou como professor visitante e como redator de discursos na Casa Branca durante o primeiro mandato de Trump, até ser deixar a função em 2018.

Ainda no primeiro mandato Trump, Beattie foi nomeado para a Comissão dos EUA para a Preservação do Patrimônio Americano no Exterior. O assessor também é fundador do portal de notícias conservador Revolver News.

Beattie é próximo dos Bolsonaros, tendo inclusive se encontrado no ano passado com o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro, nos Estados Unidos. Ele também foi um dos principais defensores das sanções impostas pelos Estados Unidos contra o ministro Alexandre de Moraes no ano passado, quando ocupava o cargo de subsecretário interino de Estado para a Diplomacia Pública e Assuntos Públicos.

Na época, após o governo Trump aplicar punições com base na Lei Magnitsky contra Moraes, Beattie publicou na rede social X que a Casa Branca se opunha “firme e enfaticamente ao complexo de perseguição e censura do ministro Moraes, violador de direitos humanos sancionado”.

Em outra publicação, no Dia da Independência do Brasil, escreveu que os Estados Unidos continuariam a “tomar as medidas cabíveis” contra Moraes e contra “os indivíduos cujos abusos de autoridade minaram essas liberdades fundamentais”.

Quando o presidente Trump enviou carta ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva mencionando a possibilidade de impor tarifas de 50% sobre produtos brasileiros, Beattie afirmou que os ataques contra Jair Bolsonaro representavam “afrontas à liberdade de expressão e ao comércio americano”, acrescentando que o governo dos EUA estava “acompanhando de perto” a situação no Brasil.

Beattie já ocupou diversas funções importantes no atual governo Trump. Ele assumiu em fevereiro do ano passado o posto de subsecretário interino para Diplomacia Pública e Assuntos Públicos. Também atuou como subsecretário interino para Assuntos Educacionais e Culturais. Em outubro do ano passado, foi promovido ao cargo de chefe do Escritório de Assuntos Educacionais e Culturais, função que deve exercer paralelamente a de assuntos sobre o Brasil.

A nomeação de Beattie como assessor para assuntos relacionados ao Brasil sinaliza que a Casa Branca pretende manter atenção especial ao cenário político brasileiro, especialmente em temas ligados à liberdade de expressão e decisões judiciais envolvendo aliados conservadores no país.

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