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Díaz Guillén era militar antes de integrar a Guarda de Honra em 2001, encarregada pela segurança de Chávez
Díaz Guillén era militar antes de integrar a Guarda de Honra em 2001, encarregada pela segurança de Chávez| Foto: EFE/Javier Lizon

A ex-tesoureira nacional da Venezuela, Claudia Patricia Díaz Guillén, extraditada da Espanha para os Estados Unidos para responder por três crimes relacionados à lavagem de dinheiro, declarou-se inocente nesta terça-feira (25) nos tribunais de West Palm Beach, que fica ao norte de Miami (Flórida). A defesa pediu que seja concedida fiança à ex-funcionária venezuelana.

Diaz Guillén foi enfermeira do falecido ditador Hugo Chávez antes de se tornar tesoureira do país. O marido dela, antigo chefe de segurança de Chávez, Adrián Velásquez, também enfrenta acusações e aguarda extradição para os EUA, depois de esgotar os recursos judiciais na Espanha.

Eles ficaram conhecidos como "enfermeira" e "guarda-costas" de Chávez. Juntos, são acusados de receber pelo menos 4,2 milhões de dólares num esquema de suborno, que envolveu o empresário Raúl Gorrín, proprietário da última grande rede de televisão privada do país, a Globovisión.

De acordo com a procuradoria americana, Gorrín pagou milhões de dólares em propinas a dois ex-tesoureiros nacionais venezuelanos, Díaz Guillén e Alejandro Andrade Cedeño, para garantir os direitos de realizar transações de câmbio com taxas favoráveis.

Segundo a acusação, Gorrín "transferiu dinheiro eletronicamente em benefício de Andrade e Diaz, incluindo dinheiro para jatos particulares, iates, casas, cavalos campeões, relógios sofisticados e uma linha de moda". O empresário de mídia venezuelano foi formalmente acusado em agosto de 2018 como cúmplice de "conspiração para lavagem de dinheiro" e "lavagem de dinheiro", mas está foragido da Justiça americana.

Já Andrade foi condenado a 10 anos de prisão em novembro de 2018, depois de chegar a um acordo judicial. Ele admitiu que recebeu mais de US$ 1 bilhão de Gorrín e outros envolvidos.

Diaz Guillén teme voltar para a Venezuela

As relações de Diaz Guillén com o atual ditador da Venezuela, Nicolás Maduro, parecem não ser pacíficas. Ainda em 2016, ela e o marido se estabeleceram na Espanha e dizem que não podem retornar ao país de origem. Eles foram presos em 2018 em Madri.

Na ocasião, a enfermeira de Chávez disse, em resposta à BBC: "os venezuelanos nos torturariam, violariam todos os nossos direitos, que por si só já foram violados". Mesmo assim, a Audiência Nacional da Espanha aprovou a extradição, a pedido das autoridades venezuelanas. Mas a defesa de Díaz Guillén recorreu da decisão, alegando que isso colocaria a vida de sua cliente em "sério risco".

Como se tornou tesoureira

Díaz Guillén era militar antes de integrar a Guarda de Honra em 2001, encarregada pela segurança de Chávez. Depois, ela combinou a carreira militar com a obtenção de diplomas de Enfermagem e Direito na Universidade Central da Venezuela.

No entanto, em 2011, mesmo ano em que Chávez foi diagnosticado com câncer, ela se desligou das funções de enfermagem e assumiu por dois anos o cargo de chefe do Escritório Nacional do Tesouro. Depois, ainda se tornou secretária-executiva do Fundo Nacional de Desenvolvimento.

Conforme declarações de Díaz Guillén na época, logo depois da morte de Chávez, em 2013, também pouco depois de ser demitida do cargo público, ela e o marido foram ameaçados de morte e orientados a deixar o país.

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