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Pessoas aguardam pelo veredito no julgamento do ex-policial Derek Chauvin sobre a morte de George Floyd, em frente ao tribunal do Condado de Hennepin, Minneapolis (EUA), 20 de abril
Pessoas aguardam pelo veredito no julgamento do ex-policial Derek Chauvin sobre a morte de George Floyd, em frente ao tribunal do Condado de Hennepin, Minneapolis (EUA), 20 de abril| Foto: AFP

O ex-policial Derek Chauvin, de Minneapolis (EUA), foi considerado culpado por homicídio em segundo grau, homicídio em terceiro grau e homicídio culposo em segundo grau na morte de George Floyd em maio do ano passado.

Os doze membros do júri chegaram ao veredito unânime após mais de dez horas de deliberação em dois dias, seguindo um julgamento de três semanas. A decisão foi lida na tarde desta segunda-feira (20) pelo juiz Peter Cahill, que confirmou o veredito e anunciou os próximos passos, incluindo o cronograma para a determinação da sentença em oito semanas, segundo a imprensa local.

A sentença máxima para homicídio em segundo grau é de prisão por 40 anos. A pena máxima para homicídio em terceiro grau é de 25 anos de prisão, e para homicídio culposo é de 10 anos de prisão e/ou multa de US$ 20 mil. Embora a pena máxima para o crime mais grave, homicídio em segundo grau, seja de 40 anos de prisão, a pena em casos envolvendo réus primários, como Chauvin, costuma ficar entre dez a 15 anos de prisão.

Após a leitura do veredito, o ex-policial foi algemado e levado em custódia por policiais.

A acusação argumentou que Chauvin tirou a vida de Floyd, em maio do ano passado, ao ajoelhar sobre o pescoço do homem negro de 46 anos por 9 minutos e meio. A defesa disse que o agora ex-policial agiu de maneira razoável e que um problema cardíaco e o uso de drogas ilegais levaram à morte de Floyd.

A promotoria encerrou o caso na semana passada, após convocar 38 testemunhas e reproduzir dezenas de videoclipes ao longo de 11 dias. Os advogados de ambos os lados apresentaram seus argumentos finais na segunda-feira, 19.

Após a leitura da decisão final, o presidente dos EUA, Joe Biden, e a vice-presidente, Kamala Harris, que assistiram o julgamento da Casa Branca, falaram com o governador do Minnesota, Tim Waltz. Os dois falaram também com o irmão de George Floyd, Philonise Floyd, que esteve presente no tribunal.

O presidente americano deve fazer um pronunciamento sobre o caso nesta noite.

Mais cedo, Joe Biden disse que havia falado com a família de Floyd na segunda-feira. "Só posso imaginar a pressão e a ansiedade que eles estão sentindo", declarou. "Eles são uma boa família e estão clamando por paz e tranquilidade, não importa qual seja o veredicto", disse Biden. "Estou rezando para que o veredicto seja o veredicto certo. Acho que será esmagador, na minha opinião."

Tensão

Todas as atenções estiveram voltadas para Minneapolis e o anúncio do veredicto. A morte de Floyd desencadeou semanas de agitação civil nos Estados Unidos e levou milhões às ruas em todo o mundo em protestos por justiça social.

O governador de Minnesota, Tim Walz, pediu calma na segunda-feira, quando o júri deu início às deliberações. Ele declarou uma "emergência em tempo de paz" para permitir que a polícia de estados vizinhos seja chamada, se necessário, juntando-se a mais de 3 mil soldados e aviadores da Guarda Nacional que foram destacados para ajudar a polícia local.

"Os recursos locais e estaduais foram totalmente utilizados, mas são insuficientes para enfrentar a ameaça", disse Walz em uma ordem executiva.

As escolas passarão para o ensino remoto no final desta semana, e as empresas foram fechadas por causa da potencial repercussão do veredicto.

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