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A defensora de direitos humanos Eveling Pinto, de 63 anos, foi condenada a oito anos de prisão e inabilitada de exercer cargos políticos na Nicarágua.
A defensora de direitos humanos Eveling Pinto, de 63 anos, foi condenada a oito anos de prisão e inabilitada de exercer cargos políticos na Nicarágua.| Foto:

A defensora de direitos humanos Eveling Pinto, de 63 anos, foi condenada a oito anos de prisão e inabilitada de exercer cargos políticos na Nicarágua, depois de ser considerada culpada de crimes de traição e divulgação de notícias falsas, informou a organização dissidente Unidade de Defesa Jurídica (UDJ).

Pinto é uma veterana defensora dos direitos de crianças e adolescentes por seu trabalho na organização Fe y Alegría, assim como de mulheres e povos indígenas. A juíza Irma Oralia Laguna Cruz condenou a ativista a cinco anos de prisão por "conspiração para minar a integridade nacional" e outros três por "divulgar notícias falsas".

"Esta sentença é uma afronta à justiça na Nicarágua. (Pinto) é inocente", afirmou, por sua vez, o Centro Nicaraguense de Direitos Humanos (Cenidh), em comunicado público.

A ativista foi detida em 6 de novembro do ano passado, às vésperas das eleições nas quais o presidente Daniel Ortega, apoiado no Brasil pelo PT, foi reeleito para seu quinto mandato, o quarto consecutivo e o segundo com sua esposa, Rosario Murillo, como vice-presidente, com seus principais concorrentes na prisão.

Segundo familiares da ativista, Pinto sobreviveu a um câncer e sofre de hipertensão e insuficiência renal crônica, necessitando de atendimento médico especializado.

Ela é uma das mais de 40 pessoas capturadas no marco das eleições de 2021, entre as quais se encontram dissidentes que pretendiam disputar a presidência, ex-guerrilheiros sandinistas históricos, ex-diplomatas, líderes da oposição, críticos de Ortega e profissionais independentes.

Os detidos no contexto das eleições foram acusados de crimes econômicos e de traição ao país. Todos aqueles que foram a julgamento se declararam inocentes, mas os juízes os consideraram culpados.

O Cenidh reitera que esses réus são "prisioneiros políticos" que foram capturados ilegalmente, não receberam o devido processo e foram vítimas de supostas violações de seus direitos, maus-tratos e tortura. Ortega, por sua vez, classificou os opositores presos e julgados como "traidores do país" e "criminosos".

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