O embaixador chileno na Argentina, Miguel Otero, apresentou sua renúncia nesta terça-feira após declarações polêmicas publicadas num jornal argentino, segundo as quais afirmou que "a maior parte do Chile não sentiu a ditadura", o que levantou uma tempestade de críticas.

Otero comunicou sua decisão por telefone ao ministro de Relações Exteriores chileno, Alfredo Moreno, que está em Lima, no Peru, participando de uma Assembleia Geral da Organização dos Estados Americanos (OEA).

"A chancelaria aceita e respeita a decisão do embaixador Otero e agradece o trabalho desenvolvido em nossa missão diplomática na Argentina", afirmou uma declaração da pasta.

A polêmica começou depois que Otero disse ao jornal argentino El Clarín que "a maior parte do Chile não sentiu a ditadura. Pelo contrário, se sentiu aliviada" e que "caso não tivesse existido o pronunciamento, o Chile seria hoje Cuba".

Sob a ditadura de Augusto Pinochet, entre 1973 e 1990, três mil pessoas morreram ou desapareceram, enquanto outras 28 mil sofreram torturas, incluindo a ex-presidente do país, Michelle Bachelet.

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