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Hospitais lotados na Índia tiveram problemas para atender todas as vítimas de doenças provocadas por água contaminada no sábado e desabrigados entraram em choque com a polícia em meio a uma das piores enchentes dos últimos tempos no sul da Ásia.

Mais de 250 pessoas morreram nos últimos 11 dias, depois que as chuvas das monções fizeram transbordar os rios da região, incluindo a maior parte de Bangladesh.

Mais de 35 milhões de pessoas foram afetadas pelas enchentes no sul da Ásia. Cerca de 10 milhões estão desabrigados ou ilhados em vilarejos, com pouco ou nenhum acesso a comida e cuidados médicos.

Funcionários da saúde e grupos de assistência em Assam, nordeste da Índia, trabalham dia e noite para tratar e alimentar parte das 3 milhões de pessoas desabrigadas ou ilhadas no Estado, apesar das limitações de remédios e suprimentos.

Os hospitais das áreas afetadas estão com suas enfermarias lotadas.

Em toda a região, os moradores estão desesperados e famintos.

"Nossa família sobreviveu uma semana a leite de búfalo, mas agora o animal parou de produzir, já que está sem comida há dias", disse Meghu Yadav, do distrito de Samastipur, no empobrecido Estado Bihar.

Muitas pessoas sofrem de diarréia, disenteria e febre. Autoridades advertiram sobre surtos de malária. Segundo autoridades estaduais de Bihar, o número de mortos na região subiu de 20 para 77.

Todo ano, as chuvas de monções deixam um rastro de morte e destruição no sul da Ásia, mas boa parte da economia da região, prioritariamente agrícola, depende delas. Os dados mais recentes do governo indiano divulgados pelo UNICEF, dão conta que mais de 1.100 pessoas morreram este ano em decorrência das chuvas.

O Fundo para a Infância das Nações Unidas afirma que a escala do desastre representa um "desafio sem precedentes" para os grupos de assistência.

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