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Após defender portas abertas, o governo do premiê Pedro Sánchez, do Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE), instalou uma barreira flutuante de 500 metros de comprimento para frear o fluxo de milhares de migrantes que tentam, desde a semana passada, entrar em território espanhol.
A estrutura foi instalada pela Guarda Civil espanhola na madrugada deste sábado (1º), na fronteira entre a cidade espanhola de Ceuta e o Marrocos, e visa atender uma decisão da Suprema Corte espanhola, segundo a qual migrantes interceptados no mar só podem ser imediatamente devolvidos caso haja barreiras físicas.
A barreira pneumática, que funciona por meio de ar comprimido, foi instalada às 2h50 no horário de Brasília e deve ficar entre 30 e 70 centímetros acima do nível da água e com até um metro abaixo da superfície. A estrutura foi colocada no quebra-mar de Tarajal, um dos principais pontos por onde os migrantes chegam a nado ao território espanhol.
De acordo com autoridades espanholas, aproximadamente 50 mil pessoas entraram em Ceuta por via marítima e terrestre desde quinta-feira (30), na maior crise migratória na fronteira entre a União Europeia e a África em anos, um fluxo que desencadeou pelo menos 67 mortes. Mais de 48 mil dessas pessoas retornaram ao Marrocos, de acordo com o governo espanhol. Entre as ações tomadas, migrantes foram escoltados pelo exército espanhol de volta para a fronteira.
Enclave espanhol no norte da África, Ceuta abriga uma das únicas fronteiras terrestres da União Europeia com o continente africano.






