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Cerca de 139.000 militares estão mobilizados em todo o país para garantir a segurança da jornada de votação | Jorge Silva / Reuters
Cerca de 139.000 militares estão mobilizados em todo o país para garantir a segurança da jornada de votação| Foto: Jorge Silva / Reuters
  • Antes da abertura já havia filas em alguns dos 13.800 centros habilitados em todo o país
  • Eleitora comemora o próprio voto

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Os venezuelanos votavam neste domingo em um dia importante para o futuro da potência petrolífera, que definirá se o polêmico projeto socialista do presidente Hugo Chávez se aprofundará ou se haverá uma mudança com o plano liderado pelo jovem opositor Henrique Capriles.

Os candidatos encerraram uma frenética campanha na qual Capriles percorreu "casa por casa" em todos os Estados do país, enquanto que Chávez, que se declarou curado do câncer em julho, optou por um ritmo menos intenso, mas com uma fabulosa demonstração de força na reta final da corrida presidencial.

Pela primeira vez em muitos anos, as pesquisas não oferecem um panorama claro. A maioria dos principais levantamentos deu vantagem a Chávez, mas dois reconhecidos institutos desenham um cenário de empate técnico com chance para o candidato opositor.

Tal como o "comandante" ordenou, milhares de seus seguidores começaram na madrugada deste domingo "a batalha eleitoral" ao som do militar "Toque de Diana" em todo o país para chamar ao voto em favor da revolução e contra a "burguesia apátrida."

"Vamos povo bom, mobilização cedo! Todos e todas A VOTAR!", escreveu Chávez em sua conta na rede social Twitter nesta manhã.

Em muitas áreas em Caracas, os venezuelanos foram para a fila em frente às zonas de votação na madrugada.

"Fiquei com os vizinhos desde a madrugada porque prefiro votar em segurança do que esperar a tarde, quando qualquer coisa pode acontecer", disse María Salazar, de 39 anos, que chegou à fila pouco depois da meia-noite do sábado.

A alta polarização entre os venezuelanos ficou ainda mais exposta no sábado à noite, quando um protesto em muitas regiões de Caracas com um "panelaço" contra Chávez teve uma barulhenta resposta de partidários do presidente, que dispararam fogos de artifício.

Após quase 14 anos no comando do país caribenho com as maiores reservas petrolíferas do planeta, durante os quais conquistou uma sólida popularidade graças a uma política assistencialista e um inegável carisma, o militar aposentado de 58 anos enfrenta o maior desafio eleitoral de sua carreira política.

Mas o investimento de bilhões de dólares da renda petrolífera em programas sociais, que vão desde a entrega de casas gratuitas a caros tratamentos de saúde em Cuba, foi de encontro desta vez com um rival que promete corrigir as "falhas" da revolução e atacar problemas graves como a insegurança e o desemprego.

"Amanhã (domingo) convoco a todos a votar cedo, a votar pensando na melhor vida que cada um dos venezuelanos pode ter! Chegou a hora do futuro!", escreveu Capriles no Twitter na noite de sábado.

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