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Mãe de combatente curdo junto ao túmulo do filho, morto em combate com o Estado Islâmico | Tolga Bozoglu/Efe
Mãe de combatente curdo junto ao túmulo do filho, morto em combate com o Estado Islâmico| Foto: Tolga Bozoglu/Efe

500 pessoas foram mortas e mais de 200 mil foram obrigadas a fugir para a Turquia desde que começou a ofensiva do EI contra Kobane. Rami Abdurrahman, diretor do Observatório Sírio para Direitos Humanos, confirmou que os combatentes curdos na cidade estavam resistindo, mas possuíam armamentos muito inferiores aos dos militantes.

Combatentes curdos tentam defender a cidade síria de Kobane, na fronteira com a Turquia, mas sofrem para conter os avanços do grupo Estado Islâmico (EI), que ataca em duas frentes e se aproxima cada vez mais, afirmaram ontem ativistas sírios e autoridades do Curdistão.

Na sexta-feira, os militantes invadiram o chamado quartel de segurança curdo - uma área no leste da cidade na qual os combatentes do Curdistão mantêm sedes das forças de segurança e onde o departamento de polícia, a prefeitura e outros gabinetes do governo local ficam localizados.

A autoridade curda Ismet Sheikh Hasan disse que os conflitos tinham como foco as partes sul e leste da região. Ele afirmou que a situação no local era terrível e pediu ajuda internacional. "Nós estamos defendendo a cidade, mas temos apenas armas simples e eles têm armas pesadas", acrescentou. "Eles não estão cercados e podem se mover facilmente".

O confronto por Kobani continua violento apesar das mais de duas semanas de ataques aéreos da coalizão liderada pelos Estados Unidos contra os militantes em volta da cidade. As ofensivas, que têm como objetivo fazer o Estado Islâmico recuar, parecem ter tido pouco efeito para conter o avanço dos extremistas na região.

Hasan disse que os ataques aéreos não foram eficientes e pediu que a comunidade internacional e a ONU intervenham, prevendo um massacre se a cidade for invadida.

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