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Veículos e estruturas destruídas após ataque do Estado Islâmico em bairro de Bagdá, no Iraque | STRINGER/IRAQ/REUTERS
Veículos e estruturas destruídas após ataque do Estado Islâmico em bairro de Bagdá, no Iraque| Foto: STRINGER/IRAQ/REUTERS

A facção radical Estado Islâmico (EI) assumiu a autoria de um atentado com caminhão-bomba que deixou pelo menos 67 mortos e 152 feridos nesta quinta-feira (13) em um mercado popular no bairro de Cidade de Sadr, ao leste de Bagdá, no Iraque.

A explosão do caminhão, carregado com uma grande quantidade de explosivos, destruiu várias lojas do mercado e incendiou veículos estacionados na região.

Segundo informaram fontes policiais, as vítimas são em sua maioria camponeses, que tinham ido ao mercado vender sua mercadoria.

Um comunicado divulgado nas redes sociais afirmou que os “soldados do Estado Islâmico detonaram um caminhão-bomba no meio de um grupo de milicianos xiitas em um de seus redutos no leste de Bagdá”.

“Isto é para que os xiitas provem os bombardeios que realizam contra nosso povo muçulmano”, assinalou o EI, em alusão às operações das milícias xiitas e do Exército contra áreas de maioria sunita controladas pela facção radical.

O motorista de micro-ônibus Hassan Hamid relatou à agência de notícias Associated Press que estava dirigindo próximo ao mercado quando a explosão lançou seu veículo a dez metros de distância.

“Esta é a maior explosão que vi na minha vida”, disse Hamid no hospital em que tinha suas feridas tratadas. “Eu vi alguns carros arremessados para o céu e fogo por toda a parte.”

O mercado em que ocorreu a explosão está localizada no populoso distrito de Cidade de Sadr, com mais de dois milhões de pessoas, e de maioria xiita.

Em julho, a explosão de um caminhão-bomba a 30 quilômetros de Bagdá deixou 115 mortos e 170 feridos, sendo o pior atentado em cerca de uma década no país. A ação foi reivindicada pelo EI.

O Iraque enfrenta desde junho de 2014 uma guerra contra o EI, que conquistou amplas zonas de seu território e proclamou um califado neste país e na vizinha Síria.

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