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Energia

Sim, os EUA exportam petróleo, mas não são autossuficientes

  • PorKevin D. Williamson
  • National Review
  • 25/07/2019 21:48
Sim, os EUA exportam petróleo, mas não são autossuficientes
| Foto: Pixabay

Os Estados Unidos são realmente autossuficientes em energia? E o Irã? À medida que as duas nações avançam em direção ao confronto, vale a pena considerar a complexidade dessas questões.

O Irã, como muitas potências do petróleo, mantinha há muito tempo uma economia baseada unicamente na extração do óleo. O petróleo e seus produtos relacionados são responsáveis ​​por quase toda a sua exportação – retire isso e sobram apenas frutas e nozes.

O Irã tem uma abundância impressionante de petróleo, mas por muitos anos trabalhou relativamente pouco para desenvolver sua capacidade de refino, sem a qual o petróleo bruto não é muito útil. Isso é em parte o resultado de o Irã ter um governo irresponsável e corrupto e, em parte, o resultado de sanções que dificultaram a construção de novas refinarias. Quando a expansão da Star Refinery no Golfo Pérsico, em Bandar Abbas, entrou em operação em 2018, a capacidade interna de refino do Irã foi duplicada e as importações de gasolina do país reduziram enormemente. O regime iraniano declarou que o país se libertou da necessidade de importar gasolina, mas atualmente desaprova a maioria das exportações, e o presidente da estatal refinadora há apenas uma semana criticou o "consumo proibitivo" de gasolina – que agora está em um nível recorde – sugerindo que a oferta interna não é tão abundante quanto os aiatolás gostariam.

O Irã esteve racionando gasolina recentemente. O ato de sanções contra o Irã em 2010 colocou o Irã em uma situação delicada em relação a suas importações de gasolina (cerca de 40% do consumo iraniano de gasolina na época), com cláusulas que proibiam a maior parte das vendas de gasolina e de outros combustíveis veiculares (combustível de aviação, etc.) superiores a US$ 5 milhões em qualquer período de um ano, além de equipamentos ou serviços que habilitariam a produção doméstica ou a importação de gasolina. Uma das críticas à decisão do presidente Barack Obama de suspender as sanções ao Irã em 2016 foi que isso poderia dar ao Irã uma abertura para ampliar sua capacidade de refino, tirando do país uma vulnerabilidade crítica.

Enquanto o Irã vem expandindo sua capacidade de refino, a indústria de petróleo dos EUA não está exatamente seguindo o exemplo. A capacidade de refino dos EUA aumentou em cerca de 1 milhão de barris a mais por dia em relação à capacidade de uma década atrás – é melhor do que nada, mas também não é um grande aumento.

E isso cria uma vulnerabilidade potencial para os Estados Unidos.

O presidente Trump tem uma afeição natural pela indústria do petróleo. Mas, apesar de todo o barulho que você ouve de certos políticos sobre como o país se tornou "autossuficiente em energia", isso não é realmente verdade. Os Estados Unidos importam bilhões de barris de petróleo por ano, cerca de um terço vem de países da Opep. Ao mesmo tempo, os Estados Unidos exportam uma quantidade substancial do material. Isso porque a maioria das refinarias nos Estados Unidos foi construída quando o país ainda era obrigado a depender muito do petróleo importado, por isso a maioria delas é otimizada para lidar com o material chamado “pesado” do exterior, em vez do “leve” do Texas. Um barril de petróleo não é simplesmente um barril de petróleo. "Cada molécula a partir daqui tem que ser exportada", disse Cynthia Walker, da Occidental Petroleum, de Houston, ao Texas Tribune.

Se todo o comércio transfronteiriço de petróleo e derivados fosse suspenso amanhã, o Irã teria grandes problemas. Mas o mesmo aconteceria com os Estados Unidos, que muito provavelmente acabariam com um excedente de petróleo, mas sofrendo com a escassez de gasolina e outros combustíveis. O governo Trump merece crédito por encorajar a produção nacional de petróleo e por buscar reformas regulatórias para ajudar a tirar o governo do caminho, mas o presidente – com a cabeça na reeleição – também está pronto para fazer de tudo para agradar aos agricultores de milho (com todo o seu etanol) politicamente influentes no coração republicano. Na verdade, a Associação Americana de Fabricantes de Combustíveis e Petroquímicos está processando o governo por causa de uma expansão do etanol que os produtores de petróleo dizem que excede o que o presidente está autorizado a ordenar.

Quando o furacão Harvey atingiu Houston em 2017, as bombas de gasolina secaram em Dallas e em cidades a centenas de quilômetros de distância ao norte. O duto Colonial, que transporta gasolina e combustível de aviação de Houston para a cidade de Nova York, foi desativado, assim como diversas refinarias que o alimentavam.

Ter petróleo no solo não é suficiente. Fazer perfurações não é suficiente. O processo de transformar o petróleo bruto em produtos úteis e levar esses produtos para as pessoas que deles necessitam é complicado. Eles sabem disso em Teerã. Eles sabem disso em Houston. Espero que eles saibam disso em Washington.

©2019 National Review. Publicado com permissão. Original em inglês

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