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Manifestação pró-vida em frente à Suprema Corte dos Estados Unidos, no início de dezembro
Manifestação pró-vida em frente à Suprema Corte dos Estados Unidos, no início de dezembro| Foto: EFE/EPA/JIM LO SCALZO

A Food and Drug Administration (FDA), agência reguladora de produtos de saúde nos Estados Unidos, suspendeu permanentemente nesta quinta-feira (16) uma medida que exigia que pacientes se dirigissem pessoalmente a provedores de saúde certificados para obter pílulas abortivas. Agora, os comprimidos poderão ser enviados pelo correio.

Segundo informações do New York Times, o aborto medicamentoso é autorizado nos Estados Unidos até dez semanas de gestação e agora provedores poderão prescrever pílulas abortivas e enviá-las pelo correio após consultas por telemedicina.

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No início do ano, devido à pandemia, a FDA havia suspendido temporariamente a necessidade de requisição presencial para obter mifepristona, um dos dois medicamentos usados ​​para interromper a gravidez. Agora, tomou a decisão de tornar a mudança permanente. Em 19 estados americanos, as consultas por telemedicina para aborto medicamentoso são proibidas.

No início de dezembro, a Suprema Corte dos Estados Unidos abriu um julgamento que pode alterar ou derrubar as decisões dos casos Roe v. Wade (de 1973) e Planned Parenthood v. Casey (de 1992), quando a corte determinou que os estados americanos não podem proibir o aborto antes da chamada viabilidade  – período mínimo de gestação para um feto conseguir sobreviver fora do útero, hoje estimado em cerca de 24 semanas.

O estado do Mississippi recorreu ao tribunal no segundo semestre do ano passado, pedindo aos juízes que decidissem se todas as proibições de abortos de pré-viabilidade no país são inconstitucionais, depois de uma ação que questionava uma lei do estado que proíbe o aborto após 15 semanas de gravidez.

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