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Caso foi julgado nos Estados Unidos porque filho da política colombiana é cidadão americano
Caso foi julgado nos Estados Unidos porque filho da política colombiana é cidadão americano| Foto: EFE/Carlos Ortega

Um tribunal dos Estados Unidos condenou a antiga guerrilha das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) e vários de seus líderes a pagar US$ 36 milhões pelo sequestro de mais de seis anos da política colombiana Ingrid Betancourt, segundo os advogados da acusação.

A sentença, proferida no último dia 4 pelo juiz Matthew Bran, do tribunal federal da Pensilvânia e tornada pública nesta quinta-feira (13) através de um comunicado da defesa, indica que as Farc devem pagar US$ 12 milhões em indenização por danos ao filho de Betancourt, Lawrence Delloye, que entrou com o processo em junho de 2018 e que era adolescente quando sua mãe foi sequestrada.

A esses US$ 12 milhões somam-se os honorários dos advogados, elevando o total para mais de US$ 36 milhões, disse o escritório de advocacia Scarinci Hollenbeck, responsável pela acusação.

Delloye argumentou em sua denúncia que as Farc e seus líderes violaram a Lei Antiterrorismo e que o sequestro de sua mãe lhe causou um estresse emocional significativo.

“Embora nenhuma quantia de dinheiro possa substituir o tempo que Lawrence Delloye perdeu sem sua mãe ou curar o trauma sofrido nas mãos das Farc, estamos orgulhosos de ter conseguido alcançar alguma forma de justiça”, disse o advogado Robert Levy.

O caso foi levado à Justiça dos EUA porque Delloye é um cidadão americano, nascido em San Bernardino, na Califórnia, em 1988.

“As Farc e seus membros fizeram o queixoso sofrer danos associados à separação de sua mãe, e sofrer estresse emocional por não saber se sua mãe estava viva ou morta, ou se alguma vez voltaria a se reunir com ela”, alegou a defesa de Delloye no processo.

Em sua sentença, o juiz observa que dos 15 líderes das Farc acusados, apenas um, Juan José Martínez Vega, respondeu às acusações, enquanto os demais não compareceram ao tribunal nos últimos três anos e meio.

Ingrid Betancourt, hoje com 61 anos, foi sequestrada em fevereiro de 2002 durante uma visita que fazia parte de sua campanha presidencial a uma área do sul da Colômbia controlada pelas Farc.

Em julho de 2008, ela foi resgatada, juntamente com outros 14 reféns das Farc, por soldados colombianos que se passavam por trabalhadores de uma organização humanitária internacional.

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