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Integrantes do governo dos Estados Unidos defenderam o regime da ditadora interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, após este ter sido criticado pela resposta aos terremotos que atingiram o país sul-americano na semana passada.
Em entrevista coletiva por vídeochamada nesta quarta-feira (1º), o encarregado de negócios da Embaixada dos EUA em Caracas, John Barrett, e o comandante do Comando Sul dos EUA (Southcom, na abreviação em inglês), general Francis Donovan, falaram sobre o auxílio que os americanos estão prestando nas operações de busca e resgate na Venezuela, além de ajuda humanitária.
Um jornalista perguntou sobre relatos de ONGs de que ajuda humanitária estaria sendo retida ou confiscada.
Barrett respondeu que a estrutura logística que os EUA disponibilizaram para a Venezuela “não enfrentou problemas para ser montada, e o governo atendeu à nossa solicitação de acelerar a resposta”.
“As ONGs — conversei com muitas delas — também não relataram problemas significativos para levar seus suprimentos de socorro e assistência aos membros das comunidades que precisam”, acrescentou o encarregado de negócios.
Outra pergunta feita pela imprensa foi sobre as acusações de que Delcy Rodríguez estaria “politizando” a resposta aos terremotos.
Barrett respondeu que a ajuda que está sendo prestada pelos EUA “exige uma coordenação de alto nível com as autoridades locais para ser bem-sucedida”.
“E o que posso afirmar com segurança é que as autoridades locais atenderam plenamente às nossas solicitações e aceleraram essa enorme resposta humanitária”, acrescentou.
Donovan também falou sobre o assunto e defendeu o regime chavista. “Realmente considero que esse é um problema enorme; houve décadas de investimentos insuficientes no povo venezuelano, o que tornou a situação ainda mais desafiadora para o atual governo”, alegou o general.
“Portanto, à medida que avançamos nesta fase, o foco está em salvar vidas, e veremos aonde isso nos levará, mas é um grande problema para qualquer líder ter de enfrentar um desafio dessa magnitude”, disse o comandante do Southcom.
A gestão Rodríguez está sendo acusada de demora, politização e burocracia nas operações de busca e resgate e distribuição de ajuda humanitária, desgaste que se soma a decisões contestadas, como militarizar e limitar o acesso a La Guaira, a região mais afetada pelos terremotos.
Depois que os EUA capturaram o então ditador Nicolás Maduro em uma operação militar em janeiro, o presidente americano, Donald Trump, se recusou a apoiar a líder oposicionista María Corina Machado para comandar a Venezuela, alegando que ela não teria o apoio necessário dentro do país, e se aproximou de Rodríguez, que tem recebido vários elogios do republicano.
Machado manifestou no fim de semana a intenção de antecipar seu retorno à Venezuela devido aos terremotos. Porém, na segunda-feira (29), acusou o regime chavista de ter fechado o espaço aéreo venezuelano para impedir sua entrada no país.
Órgãos de imprensa americanos relataram que autoridades dos EUA ficaram “frustradas” com a líder oposicionista por ela ter solicitado ajuda para viabilizar seu retorno à Venezuela logo após os terremotos.
Segundo fontes do The New York Times, os pedidos de Machado foram considerados “inoportunos” e uma “manobra política”, em um momento em que o governo dos Estados Unidos se concentra em prestar assistência à Venezuela.
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