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Tropas dos Estados Unidos e da Coreia do Sul iniciaram exercícios militares por terra, água e ar, mesmo sob advertências da Coreia do Norte. Os EUA e a Coreia do Sul afirmam que os exercícios são defensivos, com objetivo de treinar suas forças contra provocações. Já a Coreia do Norte acusa essas ações de serem um ensaio para uma futura invasão.

Os exercícios militares envolvem 12.300 soldados dos EUA e 200 mil sul-coreanos, incluindo reservistas. Parte das ações deve durar 11 dias e envolve simulações de problemas elaborados por programas de computação. Outros exercícios, que envolvem treinamento em campo, devem continuar até 30 de abril. Os exercícios são os primeiros do tipo desde que a Coreia do Norte disparou contra uma ilha sul-coreana perto da fronteira, matando quatro pessoas em novembro passado.

No domingo, o comando militar de Pyongyang afirmou em comunicado que, caso ocorra provocações, haverá uma resposta "impiedosa", transformando "Seul em um mar de chamas". O jornal estatal Rodong Sinmun atacou Seul nesta segunda-feira, dizendo que esses exercícios militares aumentam o risco de uma guerra nuclear na península. Pyongyang possui armas nucleares.

A Coreia do Norte geralmente divulga esse tipo de advertência antes de exercícios militares da Coreia do Sul. A aliança entre Seul e Washington data de antes da Guerra da Coreia (1950-53). Há 28.500 soldados norte-americanos sediados na Coreia do Sul.

Tensões

As tensões, porém, aumentaram após o ataque na ilha, que matou dois militares e dois civis sul-coreanos. Seul também acusa o vizinho de atacar um navio de guerra perto da disputada fronteira no Mar Amarelo, em março de 2010, matando 46 pessoas. Pyongyang nega essa acusação.

O diálogo militar entre os vizinhos foi rompido em fevereiro. Ao mesmo tempo, o regime comunista da Coreia do Norte também tenta bloquear as notícias sobre as revoltas populares em países árabes. Os militares sul-coreanos têm enviado balões infláveis para o vizinho, com notícias sobre os levantes, junto com itens básicos em falta na empobrecida Coreia do Norte.

No domingo, a Coreia do Norte ameaçou abrir fogo contra locais de onde partem esses materiais. Um funcionário do Ministério da Unificação confirmou que os militares estavam lançando esses folhetos. Um graduado funcionário do governo de Seul, também pedindo anonimato, disse que aparentemente Pyongyang via os folhetos "como uma considerável ameaça ao regime". As informações são da Dow Jones.

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