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EUA e Equador firmam acordo para combater o narcotráfico e bloquear rotas do crime

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O ministro do Interior do Equador, John Reimberg (à direita), e o chefe de missão dos EUA no país, Lawrence Petroni (à esquerda), durante assinatura do acordo nesta segunda (22). (Foto: José Jácome/EFE)

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Os governos do Equador e dos Estados Unidos assinaram nesta segunda-feira (22) um acordo para reforçar a segurança nas fronteiras equatorianas e ampliar o combate ao narcotráfico, ao crime organizado transnacional e à imigração ilegal.

Segundo a Embaixada dos EUA no Equador, o acordo foi firmado por meio da Carta de Implementação da Estratégia Fronteira Segura. A iniciativa prevê um plano de assistência técnica, capacitação, fornecimento de equipamentos, troca de informações e coordenação operacional entre instituições dos dois países.

De acordo com as autoridades equatorianas, o plano será aplicado inicialmente na fronteira norte do Equador com a Colômbia. A região é considerada estratégica por ser uma das principais rotas usadas por grupos criminosos para o tráfico de drogas e outras atividades ilícitas.

Conforme o Ministério da Defesa do Equador, entre 70% e 80% da cocaína produzida no sul da Colômbia entra em território equatoriano pela fronteira norte. O governo equatoriano afirma que o novo acordo busca melhorar a prevenção, a detecção e a resposta a ameaças em rotas terrestres, marítimas e aéreas.

O documento foi assinado pelo governo americano, pelo Ministério do Interior, pelo Ministério da Defesa e pelo Serviço Nacional de Aduana do Equador. A estratégia também envolve a Polícia Nacional, as Forças Armadas, as autoridades migratórias e órgãos ligados à fiscalização aduaneira.

Durante a assinatura, o encarregado de negócios da Embaixada dos EUA no Equador, Lawrence Petroni, afirmou que a iniciativa é uma ferramenta estratégica para enfrentar ameaças que “não respeitam fronteiras” e afetam diretamente a segurança dos cidadãos.

O ministro do Interior do Equador, John Reimberg, disse que as fronteiras são “a primeira linha de segurança de uma nação” e afirmou que o acordo representa um passo importante para construir soluções duradouras contra grupos criminosos que atuam além dos limites territoriais.

De acordo com a Embaixada dos EUA, o projeto responde a necessidades operacionais já identificadas em matéria de segurança fronteiriça. A iniciativa poderá facilitar, quando necessário, a coordenação binacional com autoridades colombianas.

O plano terá duração inicial de dois anos e poderá servir como modelo para outras áreas estratégicas do Equador.

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