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Cruzador de mísseis guiados USS Chancellorsville (CG 62), da Marinha dos EUA
Cruzador de mísseis guiados USS Chancellorsville (CG 62), da Marinha dos EUA| Foto: Alexander Tidd/Marinha dos EUA

Os Estados Unidos e a Rússia acusaram um ao outro por um quase acidente entre seus navios de guerra no Mar da China Oriental, nesta sexta-feira (7), trocando acusações de comportamento "perigoso" e "não profissional".

Segundo a Rússia, o cruzador de mísseis guiados americano Chancellorsville impediu a passagem do destróier russo Almirante Vinogradov a cerca de 50 metros à sua frente, forçando a embarcação a executar uma perigosa manobra.

"Para evitar uma colisão, a tripulação do almirante Vinogradov foi forçada a realizar uma manobra de emergência", informou a assessoria de imprensa da Frota do Pacífico da Rússia, que também enfatizou que "tais medidas são inaceitáveis".

Já os Estados Unidos disse que o destróier russo fez uma manobra insegura contra o seu navio, ficando a uma distância de aproximadamente 50-100 pés (15 a 30 metros), o que, segundo a 7º Frota americana, colocou a segurança de sua tripulação e navio em risco.

"Consideramos as ações da Rússia durante essa interação como inseguras e pouco profissionais e em desacordo com o Regulamento Internacional para Prevenção de Colisões no Mar... e costumes marítimos internacionalmente reconhecidos", disse a divisão da Marinha americana em uma nota.

O incidente ocorreu por volta da 0h35 no horário de Brasília, na parte sudeste do Mar da China Oriental.

O incidente acontece dias depois de uma série de desentendimentos entre unidades militares de Washington e Moscou.

Na terça-feira (4) uma aeronave Boeing P-8 Poseidon da Marinha americana foi interceptada três vezes em menos de três horas por um avião russo SU-35 enquanto sobrevoava o espaço aéreo internacional sobre o Mar Mediterrâneo.

No mês passado, jatos de combate americanos interceptaram bombardeiros e jatos SU-35 russos no espaço aéreo internacional, ao largo da costa do Alasca, por dois dias consecutivos. Os vôos de bombardeiros russos são vistos por oficiais militares americanos como parte de um treinamento de militares russos para uma eventual crise, ao mesmo tempo em que envia uma mensagem de força aos adversários.

A ameaça militar da Rússia e da China

Desde janeiro de 2018, o Pentágono vem implementando uma nova estratégia de longo prazo que reorienta os militares americanos para a competição com a Rússia e a China, que vêm construindo e modernizando suas forças armadas e desafiando a supremacia naval antes inquestionável dos Estados Unidos.

As frotas pertencentes à Rússia e à Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) trocam farpas regularmente sobre o que cada lado diz serem infrações em águas internacionais.

Em outubro, um contratorpedeiro chinês ficou a poucos metros de um navio da Marinha dos EUA que conduzia as chamadas missões de “liberdade de navegação”, perto de disputadas ilhas reivindicadas pela China, mas não reconhecidas como território chinês pelo resto do mundo. O USS Decatur foi forçado a mudar de rumo para evitar uma colisão.

A China descreveu a presença de navios dos EUA nessas áreas como uma ameaça à sua soberania.

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