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Acordo 123

EUA firmam acordo com Arábia Saudita que permite desenvolvimento de programa nuclear

O príncipe herdeiro do Reino da Arábia Saudita, Mohammed bin Salman, se reuniu com Trump no Salão Oval nesta quarta-feira (22) (Foto: EFE/EPA/ANNA ROSE LAYDEN / POOL)

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Os EUA e a Arábia Saudita assinaram nesta quarta-feira (22) um acordo que permitirá ao reino árabe desenvolver um programa nuclear civil e que, segundo alguns veículos de imprensa, abriria a porta para o enriquecimento de urânio.

O acordo, que deve ser ratificado pelo Congresso americano, foi firmado em um contexto de tensão com o Irã, rival da Arábia Saudita no Oriente Médio, e em meio aos esforços dos EUA para limitar as capacidades nucleares de Teerã, que nega querer desenvolver armas nucleares.

O documento, conhecido como "Acordo 123", foi assinado pelo secretário de Energia americano, Chris Wright, e pelo ministro de Energia saudita, Abdulaziz bin Salman, segundo informou em comunicado o governo americano.

O comunicado não incluiu o texto integral do acordo, mas diz que o programa tem "fins pacíficos" e que está comprometido com a "não proliferação nuclear", além de dar às empresas americanas acesso preferencial ao setor de energia nuclear produzida na Arábia Saudita.

"Podem ter a certeza de que esse acordo cumpre os mais altos padrões de segurança e não proliferação nuclear, ao mesmo tempo em que se apoia na melhor tecnologia nuclear e nos melhores cientistas do mundo, desenvolvidos aqui mesmo nos EUA", afirmou Wright.

O jornal The New York Times havia antecipado o acordo. A publicação americana informou mais cedo que o documento permitiria a Riad o enriquecimento de urânio, indo além dos pactos nucleares convencionais que Washington assinou com outros aliados, como os Emirados Árabes Unidos.

Desde que os detalhes vazaram na noite de terça-feira, alguns congressistas democratas criticaram o acordo e pediram que o Congresso o rejeite, embora os republicanos tenham maioria em ambas as câmaras.

Desde que voltou ao poder em 2025, o presidente dos EUA, Donald Trump, promoveu uma aproximação com a Arábia Saudita e com o príncipe herdeiro, Mohamed bin Salman, acusado pela inteligência americana de estar por trás do assassinato, em 2018, do jornalista Jamal Khashoggi, do jornal The Washington Post.

O reino árabe é um dos principais aliados de Washington no Oriente Médio e foi afetado por ataques iranianos em resposta à ofensiva dos EUA contra o Irã.

Além disso, os rebeldes houthis do Iêmen anunciaram um bloqueio marítimo no mar Vermelho contra navios sauditas e reivindicaram dois ataques nesta quarta-feira, sendo que um deles provocou um incêndio em um petroleiro.

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