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Os EUA impuseram uma nova leva de sanções nesta segunda-feira (13) ao Ministério do Turismo de Cuba e a nove entidades estatais, entre elas agências de exportação de combustível, bens e serviços, como parte de sua política de pressão sobre a ilha.
“O Departamento de Estado designa dez entidades para impulsionar a iniciativa abrangente do governo (de Donald) Trump destinada a pôr fim às atividades malignas do regime cubano, tanto em Cuba quanto em todo o nosso continente”, diz um comunicado da pasta americana.
As sanções afetam a Enetec, S.A., uma empresa estatal de importação, exportação e comercialização de combustíveis; a Coreydan S.A., dedicada à importação de combustível subsidiado do México; o Grupo Empresarial de Comércio Exterior (GECOMEX), que facilita a compra e venda de bens e serviços com outros países; e o Grupo Empresarial de Transporte Marítimo Portuário (Gemar).
A medida atinge ainda órgãos ligados ao regime que têm como foco a repressão a críticos, como as Milícias de Tropas Territoriais (MTT); a Associação de Combatentes da Revolução Cubana (ACRC) ou as Brigadas de Resposta Rápida.
"Os EUA continuarão utilizando todos os meios ao seu alcance tanto para enfrentar as ameaças à segurança nacional representadas pelo regime comunista cubano quanto para impulsionar as reformas econômicas e políticas que proporcionem a Cuba um futuro melhor", declarou o secretário de Estado, Marco Rubio, por ocasião do quinto aniversário dos protestos que percorreram Cuba em 11 de julho de 2021.
Em janeiro, Washington intensificou a pressão sobre Cuba por meio de um bloqueio ao petróleo e sanções que levaram empresas estrangeiras a encerrar suas atividades na ilha, o que abalou a já frágil economia que o país arrasta há décadas.
Em junho deste ano, as sanções atingiram o ditador de Cuba, Miguel Díaz-Canel, vários de seus familiares e o coronel Alejandro Castro Espín, filho do ex-ditador Raúl Castro, irmão mais novo de Fidel Castro.
O Departamento de Justiça também apresentou uma acusação contra Raúl Castro por sua suposta responsabilidade na derrubada, em 1996, de dois aviões de uma organização do exílio cubano, que causou a morte de quatro pessoas.




