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Ação contra o crime

EUA usam armas a laser para derrubar drones de cartéis na fronteira com o México

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Agentes da Patrulha de Fronteira dos EUA durante operação na fronteira com o México. (Foto: ALLISON DINNER/EFE/EPA)

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As Forças Armadas dos Estados Unidos derrubaram 11 drones de cartéis na fronteira com o México utilizando armas a laser desde o dia 24 de agosto. A informação foi revelada em balanço divulgado nesta sexta-feira (4) pelo Comando Norte dos EUA.

Os drones foram abatidos pelo Army Multipurpose High-Energy Laser (AMP-HEL), sistema móvel que utiliza um feixe de energia concentrada para atingir e inutilizar aeronaves não tripuladas. A tecnologia foi incorporada à operação militar na fronteira em agosto como mais uma camada de defesa contra a atuação de organizações criminosas.

Segundo o Comando Norte, os 11 aparelhos foram considerados ligados a atividades ilegais na região da fronteira. As autoridades americanas afirmam que organizações criminosas transnacionais utilizam drones para auxiliar operações de contrabando e monitorar a movimentação de policiais e militares.

“Organizações de cartéis estão usando cada vez mais sistemas aéreos não tripulados para facilitar o contrabando ilegal de pessoas e espionar ativamente nosso pessoal e nossos parceiros das forças de segurança”, afirmou o major-general Curtis Taylor, comandante da Força-Tarefa Conjunta da Fronteira Sul, ao anunciar os primeiros abates com a arma no fim de agosto.

As primeiras ações com a arma ocorreram nas noites de 25 e 26 de agosto, quando militares americanos utilizaram o laser para derrubar três drones. Segundo as Forças Armadas, os aparelhos estavam sendo usados em apoio direto a atividades que representavam uma ameaça física a militares americanos e agentes da Alfândega e Proteção de Fronteiras (CBP).

Desde então, outros oito drones ligados a cartéis foram abatidos com a mesma tecnologia, elevando o total para 11 em pouco mais de uma semana. Segundo o Comando Norte, as forças americanas já derrubaram mais de 300 drones neste ano utilizando outros sistemas convencionais e tecnologias eletrônicas. Mais de 100 foram neutralizados somente em agosto.

“Estamos oferecendo uma nova camada de capacidade de defesa do território para combater atividades ilegais na fronteira”, afirmou nesta sexta-feira o general Gregory Guillot, comandante do Comando Norte dos Estados Unidos e do Comando de Defesa Aeroespacial da América do Norte (Norad). Segundo ele, os militares posicionados na região receberam meios e autorização para responder às ameaças.

O Exército americano adquiriu o AMP-HEL em setembro de 2025 dentro de um programa para desenvolver armas de energia direcionada capazes de enfrentar drones e outras ameaças aéreas. A principal diferença em relação a sistemas tradicionais é que o equipamento utiliza energia para atingir o alvo, em vez de disparar mísseis ou munições convencionais.

O emprego da tecnologia ocorre em meio à ampliação da presença militar dos Estados Unidos na fronteira com o México. Atualmente, mais de 8 mil militares americanos integram a Força-Tarefa Conjunta da Fronteira Sul, criada para apoiar as autoridades de segurança e combater atividades ilegais na região.

Desde que assumiu a missão, em março de 2025, a força reforçou centenas de quilômetros da fronteira com barreiras, realizou dezenas de milhares de patrulhas de detecção e monitoramento e milhares de voos de observação. Parte das operações também é realizada em coordenação com militares mexicanos.

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