Veículo leva combustível e provisões para a estação espacial| Foto: European Space Agency/Reuters

O terceiro veículo automático de transferência ATV-3, ba­­tizado de Edoardo Amaldi, foi lançado com sucesso on­­tem de Kourou, na Guiana Fran­­cesa, segundo informou a Agên­­cia Espacial Europeia (ESA, na si­­gla em inglês).

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O foguete, do tipo Ariane 5, decolou à 1h34 de Brasília, e minutos depois a ESA confirmou que a nave já se dirigia à estação espacial.

O Edoardo Amaldi é a carga mais pesada já transportada por um foguete Ariane e deverá chegar à Estação Interna­­cio­­nal Espacial dentro de cinco dias.

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O veículo, cujo lançamento estava previsto inicialmente para o último dia 9, transportará combustível e provisões essenciais para os astronautas da estação espacial.

A nave transportará quase 600 quilos mais de carga sólida que seu antecessor e, além de alimentos e água, leva uma peça primordial do sistema que transforma a urina dos astronautas em água potável.

O Edoardo Amaldi tem ainda outra missão, uma vez que a estação orbita a uma altura de 400 quilômetros e a cada dia cairá entre 50 e 100 metros.

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Cientistas contestam a formação da Terra

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Uma equipe francesa de cientistas descobriu que a formação da Terra, contrariamente ao pensado até agora, não aconteceu pela colisão de um só tipo de meteorito, segundo informou nesta sexta-feira o Centro Nacional francês de Pesquisas Cien­­tíficas (CNRS).

Esse grupo de especialistas, procedente do CNRS e do La­­boratório de Geologia de Lyon, partiu da análise de isótopos de silício terrestre e de outros procedentes de diferentes condritas de enstatita, o tipo de meteorito mais frequente dos caí­­dos no planeta.

A suposição inicial de que a Terra surgiu a partir de um só tipo de condritas tinha sido consequência da "surpreendente se­­melhança" entre a composição isotópica das mostras terrestres analisadas e a dessas condritas.

Mas em seu estudo viram que se o núcleo terrestre procedesse da soma de um único tipo de condrita a temperatura de formação desse núcleo seria de 1.500 graus Kelvin, muito inferior aos 3.000 graus que indicam os modelos anteriores.

Esta nova descoberta, segundo o CNRS, não resolve de maneira completa a questão sobre a origem da Terra, mas abre uma via interessante de análise.

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Os resultados da pesquisa foram publicados ontem na revista científica Science.

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NY vê réplica de serpente gigante

Uma réplica em tamanho real da maior serpente do mundo, a Titanoboa, chegou ontem com seus mais de 14,5 metros de comprimento a emblemática estação Grand Central de Nova York, on­­de passageiros e curiosos podem se aproximar de um réptil que viveu na Colômbia há 65 milhões de anos.

A enorme reprodução está sendo exibida pela primeira vez na cidade para promover a exposição que o Museu de História Natural do Smithsonian de Wa­­shington receberá sobre esta serpente pré-histórica a partir do dia 30 de março.

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A detalhada reprodução, que viajaria a Washington ontem à noite, mostra o réptil engolindo um crocodilo.