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O presidente da Bolívia, Evo Morales, declarou nesta quarta-feira (30) que Israel é um Estado terrorista e passou a exigir visto aos cidadãos do país em retaliação à ofensiva contra o grupo radical Hamas na Faixa de Gaza.

A decisão foi tomada após Brasil, Chile, Peru e El Salvador convocarem seus embaixadores em Tel Aviv para consultas em sinal de reprovação à ação militar. Israel encarou as decisões como um apoio ao Hamas.

Morales decidiu renunciar a um acordo diplomático com Israel, que foi aprovado em 1972, durante a ditadura boliviana, que permitia o ingresso dos israelenses sem visto na Bolívia.

A partir da determinação do mandatário, o Israel entra na lista 3, das nações que possuem baixo nível de relações diplomáticas com La Paz ou que exigem visto aos bolivianos.

Nesta lista, estão países como Estados Unidos, China, Irã, Coreia do Norte, Síria, Indonésia e os territórios palestinos, reconhecidos pela Bolívia como Estado desde 2010. A reação é a mais forte desde que Morales decidiu romper relações com Israel, em 2009.

No mesmo discurso, ele lamentou a ofensiva de Israel, a qual chamou de genocídio. "Passar para a lista 3 significa que estamos declarando que Israel é um Estado terrorista. Lamentavelmente, o governo de Israel não respeita as convenções internacionais e os direitos humanos".

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