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Policiais cercaram o prédio da universidade onde um ex-aluno abriu fogo contra estudantes, em Oakland, no estado da Califórnia | Jed Jacobsohn/Getty Images/AFP
Policiais cercaram o prédio da universidade onde um ex-aluno abriu fogo contra estudantes, em Oakland, no estado da Califórnia| Foto: Jed Jacobsohn/Getty Images/AFP

Drogas

Agentes ocupam faculdade que ensinava a cultivar maconha

Reuters

No mesmo dia em que um ex-aluno matou sete estudantes de uma universidade em Oakland, a cidade da Califórnia foi palco de uma operação de agentes federais dos EUA para fechar uma faculdade que ensinava a cultivar maconha, como parte da repressão governamental ao uso médico da droga.

As operações na Universidade Oaksterdam e outros locais não especificados foram rea­­lizadas em cumprimento a ordem expedida por um juiz anônimo, segundo Joycelyn Barnes, agente especial do DEA (agência federal antidrogas) em San Francisco.

Além de agentes do DEA, participaram da operação também fiscais da IRS (Receita Federal dos EUA) e oficiais de Justiça.

No mês passado, o jornal Sacramento Bee informou que a procura de alunos pela faculdade diminuiu fortemente desde que o governo federal começou a fiscalizar com mais vigor os estabelecimentos que vendem maconha sob prescrição médica e as instalações de cultivo.

A Califórnia autoriza o consumo de maconha para fins médicos, mas nos últimos meses o governo federal tem fechado estabelecimentos que usavam a questão medicinal como fachada para o narcotráfico.

A Oaksterdam, que oferece cursos de cultivo de maconha e carreiras relacionadas, tem aulas nas manhãs de quarta-feira e em um fim de semana por mês.

Salwa Ibrahim, assistente de Richard Lee, fundador da instituição, disse que o paradeiro dele é desconhecido, e não quis comentar a ação policial.

Um ex-aluno abriu fogo e matou ao menos sete pessoas na manhã de ontem em uma escola coreana de estudos cristãos, em Oakland, na Califórnia (EUA). Outras três ficaram feridas.

Um suspeito foi detido num shopping a quilômetros de distância da escola. Segundo Johnna Watson, por­­ta-voz do Departamento de Polícia, ele é jovem, tem as­­cendência asiática e vestia roupas na cor cáqui. Seu nome não foi divulgado.

O fundador da Oikos Uni­­versity, pastor Jong Kim, disse ao jornal Oakland Tribune que o atirador era seu ex-aluno, mas não sabia se havia sido expulso ou desistido por conta própria.

Oikos é uma escola inde­­pendente, não credenciada pelo Departamento de Edu­­cação dos EUA. Tem cerca de cem alunos em cursos que vão de enfermagem e inglês a estudos da Bíblia. No site, diz "fornecer os mais altos padrões educacionais, com inspiração e valores cristãos".

Angie Johnson, que ajudou uma das vítimas, disse ao jornal SF Gate que o atira­­dor estava em uma aula de enfermagem e, por volta das 10 horas, atirou à queima-roupa no peito de um estudante antes de abrir fogo contra todos.

A vítima que ela socorreu havia levado um tiro no braço direito e lhe disse que "ele parecia louco o tempo todo, mas ninguém sabia o quão longe ele poderia ir".

Em uma hora, enquanto estudantes e professores tentavam fugir, unidades da Swat cercaram a escola.

Canais de televisão locais mostraram cenas caóticas das proximidades da universidade, com policiais armados entrando no edifício em busca do atirador. As imagens também mostraram vítimas ensanguentadas, que eram levadas em macas a ambulâncias.

O pastor Jong Kim disse que escutou cerca de 30 tiros no edifício. "Eu fiquei no meu escritório", disse.

A porta-voz do Highland Hospital, Jerri Randrup, informou que quatro feridos foram internados na instituição.

O massacre acontece apenas um mês após um estudante em Ohio atirar na lanchonete de seu colégio e matar três estudantes. O autor dos disparos foi identificado como T. J. Lane, um jovem com problemas compor­­tamentais e que teria so­­frido bullying dos colegas. O pior crime do gênero nos Estados Unidos aconteceu há quase cinco anos, quando o estudante coreano Seung-Hui Cho matou 32 e feriu outras 25 pessoas na Universidade Virginia Tech.

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