
Uma corte da ONU condenou nesta quinta-feira (18) o ex-coronel do Exército Theoneste Bagosora à prisão perpétua por planejar um genocídio em Ruanda, em 1994, quando 800 mil pessoas foram mortas em 100 dias.
O Tribunal Criminal Internacional para Ruanda (TCIR), baseado em Arusha (Tanzânia), acusou Bagosora, de 67 anos, de coordenar as tropas e a milícia Interahamwe Hutu no assassinato de integrantes da minoria Tutsi e de Hutus moderados.
"O coronel Bagosora é culpado de genocídio, crimes contra a humanidade e crimes de guerra", disse a corte da Organização das Nações Unidas.
No indiciamento, a TCIR disse que, antes do assassinatos, Bagosora abandonou as negociações de paz na Tanzânia, dizendo que voltaria a Ruanda para "preparar o apocalipse".
Os promotores disseram que Bagosora, então chefe de gabinete do Ministério da Defesa, assumiu o controle dos assuntos militares e políticos de Ruanda quando o avião do presidente Juvenal Habyariamana foi derrubado.
Depois do genocídio, Bagosora partiu para o exílio em Camarões. Ele foi preso lá em 1996. Seu julgamento começou em 2002 e prosseguiu até meados de 2007.
Bagosora sofreu 11 acusações de genocídio, crimes de guerra e crimes contra a humanidade.
Também na quinta-feira, a corte da ONU sentenciou os ex-oficiais Anatole Nsengiyumva e Aloys Ntabakuze à prisão perpétua.
O cunhado do ex-presidente Habyarimana Protais Zigiranyirazo, conhecido como "Monsieur Z", foi condenado a 20 anos de prisão também pelos crimes de genocídio, extermínio e crime contra a humanidades.
Zigiranyirazo foi acusado de ser membro da Akazu, pequena mas poderosa elite formada por familiares Hutus que planejavam exterminar Tutsis.







